Em seu relatório mensal correspondente a março, este grupo de especialistas destaca que o problema não é tanto o custo que representa desenvolver e aumentar sua capacidade produtiva, mas que as economias destes países “continuam dependendo em excesso da receita procedente do petróleo”.
O custo para fazer frente a estas melhorias “não supera os US$ 10 por barril no Oriente Médio”, segundo os cálculos do CGES.
Depois que o preço do barril ficou entre US$ 40 e US$ 55 durante os últimos meses, devido aos efeitos da crise econômica – entre eles a redução da demanda de petróleo -, os países da Opep “têm muito pouco dinheiro ou nada para investir” nestas melhorias.
Durante a última cúpula, realizada há um mês, em Viena, a Opep voltou a insistir na necessidade de que que o preço do barril de petróleo fique entre US$ 70 e US$ 75.
Este organismo aprovou, nos últimos meses, vários cortes de produção, com o objetivo de não deixar cair o preço do petróleo, mas tanto a Venezuela quanto o Irã “estão longe” de cumprir as restrições estipuladas.
“A longo prazo, o mundo precisará de uma maior capacidade de produção de petróleo”, afirma o CGES, em sua análise, lembrando também que um aumento da demanda de petróleo de apenas 1% durante três anos bastaria para compensar os cortes aprovados até o momento pela Opep.
“Os países produtores de petróleo não levam em conta que, a longo prazo, lhes interessa investir para manter um nível de produção adequado”, advertem os especialistas.