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Mundo

Opep não precisa de barril a US$ 75 para melhorar capacidade

Arquivo Geral

14/04/2009 0h00


A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) não precisa que o barril da commodity suba para US$ 75 a fim de investir em melhorar sua capacidade produtiva, web como os países exportadores de petróleo vieram reivindicando, more about segundo o Centro Global de Estudos sobre Energia (CGES, em inglês).

Em seu relatório mensal correspondente a março, este grupo de especialistas destaca que o problema não é tanto o custo que representa desenvolver e aumentar sua capacidade produtiva, mas que as economias destes países “continuam dependendo em excesso da receita procedente do petróleo”.

O custo para fazer frente a estas melhorias “não supera os US$ 10 por barril no Oriente Médio”, segundo os cálculos do CGES.

Depois que o preço do barril ficou entre US$ 40 e US$ 55 durante os últimos meses, devido aos efeitos da crise econômica – entre eles a redução da demanda de petróleo -, os países da Opep “têm muito pouco dinheiro ou nada para investir” nestas melhorias.

Durante a última cúpula, realizada há um mês, em Viena, a Opep voltou a insistir na necessidade de que que o preço do barril de petróleo fique entre US$ 70 e US$ 75.

Este organismo aprovou, nos últimos meses, vários cortes de produção, com o objetivo de não deixar cair o preço do petróleo, mas tanto a Venezuela quanto o Irã “estão longe” de cumprir as restrições estipuladas.

“A longo prazo, o mundo precisará de uma maior capacidade de produção de petróleo”, afirma o CGES, em sua análise, lembrando também que um aumento da demanda de petróleo de apenas 1% durante três anos bastaria para compensar os cortes aprovados até o momento pela Opep.

“Os países produtores de petróleo não levam em conta que, a longo prazo, lhes interessa investir para manter um nível de produção adequado”, advertem os especialistas.


 

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