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Mundo

Opep espera mais cooperação do G20 com indústria da energia

Arquivo Geral

17/04/2009 0h00

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que considera baixo o atual preço da commodity, clinic lamenta que o Grupo dos Vinte (G20, os países ricos e os principais emergentes) não tenha conseguido mobilizar mais recursos para lutar contra a recessão mundial.

No entanto, espera que a recente cúpula tenha “colocado as bases para uma posterior cooperação com a indústria global da energia”, segundo o secretário-geral da Opep, Abdalla Salem el-Badri, em entrevista concedida hoje à Agência Efe por e-mail.

As declarações ocorrem pouco mais de um mês depois de o cartel expressar, em sua última reunião, a esperança de que a reunião do G20 contribuísse “para uma melhora substancial da economia mundial”.

Para Badri, “o resultado da recente cúpula do G20 (em 2 de abril, em Londres) foi positivo, no geral”.

“Foram feitos compromissos para aumentar o financiamento do comércio internacional, enquanto os mercados das economias emergentes deverão receber um apoio muito necessário do significativo aumento dos recursos do FMI”, disse, em referência ao acordo do G20 de injetar US$ 1 trilhão na economia.

“Tudo isso, esperamos, acelerará os atuais esforços para estabilizar o sistema financeiro global”, disse Badri, que está no cargo de secretário-geral da Opep desde janeiro de 2007.

“No entanto, é uma pena que a reunião não tenha conseguido mais compromissos financeiros para ajudar a enfrentar a recessão mundial. No total, no entanto, deu-me ânimo a resposta unificada dos países do G20 ao buscar uma solução para a crise financeira atual”, acrescentou.

“Espero que isso também coloque as bases para uma cooperação posterior com a indústria global da energia”, ressaltou.

Com relação ao preço atual do petróleo, quase US$ 100 a menos que o recorde alcançado em meados do ano passado, reiterou que é baixo demais para os produtores de petróleo, apesar de a organização levar em conta a situação excepcional de crise.

“Precisamos ser realistas sobre nossas expectativas quanto aos preços atuais. Um preço de US$ 50 por barril está longe do ideal para as economias de nossos países-membros, e não fomenta os muito necessários investimentos na indústria da energia”, insistiu.

“Mas não podemos ignorar o fato de que temos agora um crescimento negativo na economia global e estamos recebendo dados negativos diariamente”, acrescentou.

O Badri ressaltou que “a Opep demonstrou claramente que está preparada para fazer todo o possível para apoiar à economia mundial e manter estável o mercado petroleiro”.

“A Opep está acompanhando de perto o mercado petroleiro e os estoques são uma das variáveis que seguimos atentamente. Os estoques estiveram aumentando nos países da OCDE, devido a uma demanda extremamente baixa”, lembrou.

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