Este é o maior corte definido pelo cartel em sua história e representa um sinal claro aos mercados para tentar conter a queda dos preços do petróleo, que perderam mais de 70% desde julho.
A declaração final da conferência em Oran (Argélia) afirma que os membros da Opep decidiram reduzir em 4,2 milhões de barris diários a cota de produção do mês de setembro, o que representa uma redução de 2,2 milhões de barris sobre a cota atual.
“Os países-membros destacam seu firme compromisso de garantir que sua produção será reduzida nas quantidades individuais definidas”, afirma a declaração.
Com esta decisão, a Opep “reitera seu compromisso de oferecer uma provisão regular de petróleo às nações consumidoras, assim como de estabilizar o mercado e cumprir o objetivo da organização de manter os preços do petróleo em níveis justos e equitativos”, afirmam os ministros.
Além disso, a declaração pede que os países produtores não membros do cartel “cooperem com a Opep para apoiar a estabilidade do mercado petroleiro” e confirma que a próxima reunião da organização será em Viena, em 15 de março de 2009.
A Rússia, principal concorrente da Opep e que foi a Oran como convidada, anunciou que reduzirá em 320 mil barris diários sua produção para acompanhar a decisão do cartel, e o Azerbaijão se mostrou disposto a cortar a sua em 300 mil barris diários.
A cota atual da Opep, que não inclui as extrações do Iraque nem da Indonésia, é de 27,3 milhões de barris diários.