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Mundo

ONU revela que há áreas do Haiti com 50% de destruição

Arquivo Geral

15/01/2010 0h00

Um primeiro reconhecimento aéreo feito pelas Nações Unidas no Haiti revelou que há áreas “com 50% de destruição” ou graves danos, afirmou hoje o Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) da ONU.

A ONU observou que, além de Porto Príncipe, os centros urbanos de Jacmel e Carrefour foram muito atingidos, e que um total de 3,5 milhões pessoas viviam nas áreas devastadas pelo terremoto.

A Ocha afirmou também que o acesso aos desabrigados continua sendo limitado devido aos obstáculos nas vias e ao trânsito congestionado e que a avaliação completa dos danos tomará dias.

Embora as autoridades e algumas informações comecem a falar de desordens e pilhagem, a ONU indicou que, “até o momento, a situação de segurança segue estável”.

A ONU mantém como prioridade a assistência para a busca e resgate de vítimas, o que deverá incluir a chegada ao Haiti de equipamento pesado e material médico.

Seis equipes para essa missão já estão na ilha, aos quais se juntarão hoje mais 21 equipes da organização internacional.

Quanto aos serviços básicos, não há abastecimento de água nem de energia elétrica, e a maior parte das comunicações continua bloqueada.

Sobre a situação do aeroporto de Porto Príncipe, a Ocha afirmou que só está operacional para voos militares e humanitários, e que a falta de combustível e de equipes para a descarga são um grande problema.

Por isso, os aviões que chegam devem ser capazes de retornar com suas próprias reservas de combustível, afirmou.

O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país. A Cruz Vermelha do Haiti estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.

Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de “centenas de milhares” de mortos.

O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.

A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.

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