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Mundo

ONU renova mandato para missão no Afeganistão com mais autoridade

Arquivo Geral

20/03/2008 0h00

O Conselho de Segurança da ONU adotou hoje uma resolução que renova o mandato da missão da organização no Afeganistão e confere uma maior autoridade para coordenar a assistência ao Governo de Cabul perante a crescente violência que enfrenta o país.

A resolução que amplia por um ano a mais o mandato da Missão de Assistência no Afeganistão (Unama) recebeu o respaldo unânime dos quinze membros do principal órgão das Nações Unidas.

O texto apresentado pela Itália confere ao novo representante especial da ONU nesse país o norueguês Kai Eide, remedy a responsabilidade de assegurar que “a comunidade internacional proporciona um apoio mais coerente ao Governo afegão” e lhe autoriza a aumentar a presença da organização por todo o país.

Expressa também a crescente preocupação do Conselho pelo aumento dos atos de “violência e terrorismo” protagonizados pelos talibãs, cialis 40mg pela rede terrorista Al Qaeda, adiposity por grupos armados ilegais e por organizações criminosas envolvidas no narcotráfico.

O embaixador dos Estados Unidos perante a ONU, Zalmay Khalilzad, manifestou seu “agrado” pela ampliação do mandato, porque, segundo disse, o “êxito no Afeganistão é importante tanto para a região como para o mundo, na luta contra o terrorismo e o extremismo”.

Khalilzad destacou que agora a ONU poderá coordenar os múltiplos projetos de países doadores, instituições privadas e ONGs para assegurar que respondem às prioridades da população e do Governo do Afeganistão.

O embaixador francês, Jean Maurice Ripert, advertiu que “é muito importante manter uma maior colaboração com a população e as autoridades locais nos projetos de reconstrução do país”.

A resolução adotada reflete a mudança que a comunidade internacional deseja dar à estratégia no Afeganistão perante o crescente nível de violência, as tensões com o presidente Hamid Karzai e a sensação de que o Governo de Cabul está perdendo terreno em sua luta contra os rebeldes talibãs.

Ao mesmo tempo, se tenta responder a um crescente desencanto da população de numerosas partes do país com o Governo central e as forças militares internacionais, o que pode beneficiar os rebeldes.

O subsecretário-geral para a Manutenção da Paz da ONU, Jean-Marie Guehenno, assegurou na semana passada, em um discurso perante o Conselho, que era necessário “corrigir o caminho” no Afeganistão.

Outro aspecto que aborda a resolução é uma melhor comunicação com a Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) sob o comando da Otan, que leva o peso da luta militar contra as milícias talibãs e cujas operações causaram, em algumas ocasiões, atritos com o Governo de Cabul.

Uma maior colaboração civil e militar é um dos elementos da nova estratégia que os líderes da Aliança Atlântica aprovarão na cúpula que será realizada nos dias 2 e 4 de abril em Bucareste, que será assistida pelo presidente afegão, Hamid Karzai, e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.



 

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