A resolução que amplia por um ano a mais o mandato da Missão de Assistência no Afeganistão (Unama) recebeu o respaldo unânime dos quinze membros do principal órgão das Nações Unidas.
O texto apresentado pela Itália confere ao novo representante especial da ONU nesse país o norueguês Kai Eide, remedy a responsabilidade de assegurar que “a comunidade internacional proporciona um apoio mais coerente ao Governo afegão” e lhe autoriza a aumentar a presença da organização por todo o país.
Expressa também a crescente preocupação do Conselho pelo aumento dos atos de “violência e terrorismo” protagonizados pelos talibãs, cialis 40mg pela rede terrorista Al Qaeda, adiposity por grupos armados ilegais e por organizações criminosas envolvidas no narcotráfico.
O embaixador dos Estados Unidos perante a ONU, Zalmay Khalilzad, manifestou seu “agrado” pela ampliação do mandato, porque, segundo disse, o “êxito no Afeganistão é importante tanto para a região como para o mundo, na luta contra o terrorismo e o extremismo”.
Khalilzad destacou que agora a ONU poderá coordenar os múltiplos projetos de países doadores, instituições privadas e ONGs para assegurar que respondem às prioridades da população e do Governo do Afeganistão.
O embaixador francês, Jean Maurice Ripert, advertiu que “é muito importante manter uma maior colaboração com a população e as autoridades locais nos projetos de reconstrução do país”.
A resolução adotada reflete a mudança que a comunidade internacional deseja dar à estratégia no Afeganistão perante o crescente nível de violência, as tensões com o presidente Hamid Karzai e a sensação de que o Governo de Cabul está perdendo terreno em sua luta contra os rebeldes talibãs.
Ao mesmo tempo, se tenta responder a um crescente desencanto da população de numerosas partes do país com o Governo central e as forças militares internacionais, o que pode beneficiar os rebeldes.
O subsecretário-geral para a Manutenção da Paz da ONU, Jean-Marie Guehenno, assegurou na semana passada, em um discurso perante o Conselho, que era necessário “corrigir o caminho” no Afeganistão.
Outro aspecto que aborda a resolução é uma melhor comunicação com a Força Internacional de Assistência à Segurança (Isaf) sob o comando da Otan, que leva o peso da luta militar contra as milícias talibãs e cujas operações causaram, em algumas ocasiões, atritos com o Governo de Cabul.
Uma maior colaboração civil e militar é um dos elementos da nova estratégia que os líderes da Aliança Atlântica aprovarão na cúpula que será realizada nos dias 2 e 4 de abril em Bucareste, que será assistida pelo presidente afegão, Hamid Karzai, e o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon.