O porta-voz da ONU, Farhan Haq, afirmou hoje, durante uma entrevista coletiva, que a política oficial do organismo exclui o pagamento de resgates para obter a libertação de sequestrados.
“Não temos uma reação particular sobre este incidente, no entanto, a ONU, em sua política interna, nunca contemplou o pagamento de resgates ou que sejam feitas concessões e, certamente, não aconselhamos outros Estados a fazer isso”, disse Haq, ao se referir ao suposto pagamento feito a piratas somalis para obter a libertação hoje da embarcação espanhola “Alakrana”.
O Governo espanhol não revelou qual foi sua participação no pagamento do resgate para libertar os tripulantes do pesqueiro, e se limitou a afirmar que “fez o que tinha que fazer”.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, pediu na segunda-feira a intensificação dos esforços para processar judicialmente os suspeitos de integrar as redes criminosas responsáveis por atos de pirataria em frente à costa da Somália.
A ONU detectou nas legislações de vários países “uma falta de aplicação adequada” do direito internacional para combater estes criminosos, disse Ban, em um relatório enviado ao Conselho de Segurança das Nações Unidas.