A ONU avalia com as autoridades do Haiti a possibilidade de usar o estádio nacional de Porto Príncipe para instalar um hospital de campanha no qual trabalharão equipes médicos internacionais.
A informação foi divulgada hoje pelo Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha, na sigla em inglês) em Genebra.
Segundo o Ocha, a distribuição de comida e de assistência médica humanitária começou em Porto Príncipe logo após o terremoto.
No entanto, a entidade reconhece que “é inevitável que a escala dessa ajuda seja limitada por enquanto”.
De acordo com os últimos relatos da ONU e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV), algumas das regiões mais afetadas pelo tremor tiveram um nível de destruição de entre 50% e 70%.
O subsecretário-geral do Ocha, John Holmes, alertou hoje que as necessidades aumentarão com o passar dos dias e destacou a importância do trabalho de forma coordenada de todos aqueles que ajudam.
“A resposta a desastres passados mostrou que a coordenação efetiva é vital se queremos que a ajuda adequada chegue a tempo às pessoas mais necessitadas”, declarou.
Segundo Holmes, “os sobreviventes do desastre têm o direito de esperar ajuda o mais rápido possível e estamos trabalhando para isso”.
O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do Haiti. A Cruz Vermelha do país estima que o número de mortos ficará entre 45 mil e 50 mil.
Na quarta-feira, o primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, havia falado de “centenas de milhares” de mortos.
O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Minustah, a força de paz da ONU no Haiti, morreram em consequência do terremoto.
A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.
Diferente dos dados do Exército, o ministro da Defesa, Nelson Jobim, aumentou hoje o número de mortos para 17 – considerando as mortes de Luiz Carlos da Costa, funcionário da ONU, e de outro brasileiro que não identificou -, segundo informações da “Agência Brasil”