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Mundo

ONU prevê superpopulação de 10 bilhões no mundo até o fim do século

Arquivo Geral

26/10/2011 15h06

O mundo terá até o fim deste mês de outubro 7 bilhões de habitantes e pode superar os 10 bilhões ainda neste século, cada vez com maiores desigualdades entre ricos e pobres, alertou nesta quarta-feira (26) a ONU em seu relatório “População Mundial 2011”.

Apresentado em Londres, o documento destaca que o aumento de população ocorre apesar de as mulheres terem menos filhos do que na década de 60 e assinala que a tendência é que na metade deste século, dois de cada três habitantes viverão em cidades.

O aumento da população é “um desafio, uma oportunidade e também um chamado à ação”, declarou o diretor-executivo do Fundo de População das Nações Unidas (UNFPA), Babatunde Osotimehin, quem indica que dos 7 bilhões de habitantes 1,8 bilhão são jovens com idades entre 10 e 24 anos.

O relatório oferece uma radiografia dos problemas demográficos enfrentados por nove países – China, Egito, Etiópia, Finlândia, Índia, Macedônia (ex-república iugoslava), México, Moçambique e Nigéria – e ressalta que, apesar dos avanços para reduzir a extrema pobreza, crescem as diferenças entre ricos e pobres.

Conforme a ONU, algumas tendências são notáveis: hoje há no mundo 893 milhões de idosos com mais de 60 anos, mas chegarão a somar 2,4 bilhões neste século.

Atualmente, uma de cada dez pessoas vive na cidade, mas dentro de 35 anos serão duas em cada três. Os menores de 25 anos constituem 43% da população mundial, enquanto em alguns países chegam a 60%.

“O assunto da população é crítico para a humanidade e para a Terra. Mas não se trata de uma questão de espaço, mas de igualdade, oportunidade e justiça social”, ressaltou Osotimehin.

As grandes disparidades entre os países e também dentro de uma mesma nação são um dos grandes problemas do mundo superpovoado.

Até 2050, a ONU estima uma população mundial de 9,3 bilhões de pessoas e até o fim deste século mais 10 bilhões, grande parte do aumento será em países com altas taxas de fecundidade, dos quais 39 estão na África, nove na Ásia, seis na Oceania e quatro na América Latina.

Entre outros dados, indica que no século 21 a Ásia seguirá sendo o continente mais habitado, mas a África ganhará terreno com a previsão de triplicar a população, passando de 1 bilhão de 2011 para os 3,6 bilhões em 2100.

Atualmente, 60% da população mundial vivem na Ásia e 15% na África. A população da África, entretanto, está crescendo na proporção de 2,3% anual, uma taxa duas vezes maior do que a da Ásia (1%).

A população asiática, atualmente de 4,2 bilhões de pessoas, chegará a ser de 5,2 bilhões em 2052, e posteriormente começará a diminuir lentamente, calcula as Nações Unidas.

Nas demais regiões (as Américas, Europa e Oceania), a previsão é de aproximadamente 1,7 bilhão de habitantes em 2011, que chegarão a quase 2 bilhões até 2060 para depois recuar lentamente e permanecer na taxa de 2 bilhões quando acabar o atual século.

O relatório prevê que a população da Europa chegará em seu auge por volta de 2025, com 740 milhões de pessoas e depois deve recuar.

Nos países mais pobres, as altas taxas de fecundidade perturbam o desenvolvimento e contribuem para o aumento da pobreza. Enquanto isso, algumas das nações mais ricas a baixa natalidade e a escassez de mão de obra provocam inquietação sobre as perspectivas de crescimento econômico e a viabilidade dos sistemas de seguridade social.

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