O subsecretário-geral da ONU para Operações de Paz, Alain Le Roy, deve pedir nos próximos dias autorização para enviar entre mil e dois mil “capacetes azuis” como reforço à missão do organismo na Costa do Marfim (UNOCI), disse nesta quarta-feira à Agência Efe o porta-voz Nick Birnback.
Os novos “capacetes azuis” se uniriam aos mais de dez mil soldados e policiais que as Nações Unidas já tem desdobrados no país africano, que atravessa uma grave crise pela recusa de Laurent Gbagbo em ceder o poder para Alassane Ouattara, reconhecido internacionalmente como o vencedor das eleições presidenciais.
“Nosso plano é pedir entre mil e dois mil soldados adicionais”, indicou Birnback, que acrescentou que Le Roy poderia apresentar o pedido formal ao Conselho de Segurança “nos próximos dias”.
De fato, Le Roy já explicou nesta quarta-feira seus planos aos 15 membros do principal órgão de segurança da ONU durante uma reunião para analisar a situação na Costa do Marfim após mais de um mês de crise.
Depois do encontro, o presidente rotativo do Conselho de Segurança, o embaixador bósnio Ivan Barbalic, expressou preocupação com “a fragilidade” da situação no país e indicou que estão dispostos a estudar um possível aumento de soldados da UNOCI.
As Nações Unidas se transformaram junto a Ouattara no principal alvo das agressões e denúncias dos partidários de Gbagbo, que pediu a saída do país dos “capacetes azuis” e dos soldados franceses que os apoiam.
A reunião desta quarta-feira do Conselho de Segurança ocorreu depois que uma delegação da União Africana realizou uma visita a Abidjan para tentar solucionar a crise pós-eleitoral.
O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, falou na terça-feira por telefone com o presidente da Comissão da União Africana, Jean Ping, sobre as últimas negociações na Costa do Marfim.
Ambos “assinalaram a importância de encontrar uma solução pacífica para a crise”, explicou a ONU em comunicado, no qual detalhou que Ban agradeceu pela eficiente gestão do primeiro-ministro queniano, Raila Odinga, que se soma aos presidentes do Benin, Cabo Verde e Serra Leoa em Abidjan para negociar com ambas as partes.
As causas para a alta dos preços são atribuídas a vários fatores, inclusive as condições climáticas adversas – estiagem ou chuva intensa. Áreas de produção traducionais foram atingidas, como a Rússia, a Ucrânia, o Canadá, os Estados Unidos, a Alemanha, a Austrália, o Paquistão e a Argentina, além de países do Sudeste Asiático.