O secretário-geral da ONU, abortion Ban Ki-moon, diagnosis insistiu hoje em que as “próximos etapas” do processo eleitoral do Zimbábue devem de ser “pacíficas, críveis e transparentes”.
Ban, em declaração emitida hoje nas Nações Unidas, pede também que a segunda rodada das eleições presidenciais aconteça “na presença dos observadores internacionais”.
No pleito de 29 de março no Zimbábue, a oposição obteve maioria no Parlamento, mas nas eleições presidenciais, os dados oficiais indicam que será necessário um segundo turno, pois nenhum dos candidatos obteve a metade mais um dos votos.
No entanto, o opositor Movimento para a Mudança Democrática (MDC) assegura que seus dados indicam que seu candidato presidencial, Morgan Tsvangirai, obteve votos suficientes para ser proclamado vencedor sem a necessidade de segundo turno.
A ONU já expressou em várias ocasiões sua preocupação com a situação no Zimbábue, onde os habitantes sofrem não só com a crise política, mas também uma escassez de alimentos e problemas relativos à falta de respeito dos direitos humanos por parte do Governo de Robert Mugabe.
O secretário-geral da ONU ressalta também que “acompanha muito de perto” a situação do Zimbábue e que está em contato com os líderes da região.
Além disso, expressa sua preocupação com as informações de atos de violência e intimidação por motivos políticos.
Na segunda-feira passada, Ban Ki-moon já se mostrou preocupado com o aumento da violência política no Zimbábue e pediu uma solução à crise originada com as eleições presidenciais nesse país.
Além disso, afirmou que consultou líderes da região sobre a possibilidade de enviar um funcionário das Nações Unidas ao Zimbábue e proporcionar observadores da organização para que supervisionem a realização do segundo turno anunciada pelas autoridades eleitorais.
O secretário-geral também pediu às autoridades zimbabuanas que se ocupem das situações humanitárias causadas pela política e pela violência.
A Comissão Eleitoral do Zimbábue (ZEC) divulgou na sexta-feira passada os resultados do pleito de março e assinalou que, apesar de o líder da oposição ter derrotado Mugabe, não obteve uma maioria superior a 50% dos votos, por isso seria necessário um segundo turno.
Representantes do Parlamento Pan-africano (com sede na África do Sul) afirmaram hoje que as autoridades eleitorais do Zimbábue perderam o controle do processo, ao mesmo tempo em que consideraram que não há condições para um segundo turno presidencial.
A oposição zimbabuana acusa o Governo de Harare de ter atrasado o anúncio dos resultados para preparar uma campanha de intimidação que assegure a vitória de Mugabe no segundo turno.