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Mundo

ONU pede que Líbia libere acesso imediato das agências humanitárias

Arquivo Geral

04/03/2011 21h15

 

A secretária-geral adjunta da ONU para Assuntos Humanitários, Valerie Amos, pediu nesta sexta-feira que as autoridades da Líbia proporcionem acesso imediato às agências humanitárias perante a deterioração da situação.

 

“A ONU pede acesso imediato e sem restrições para os trabalhadores humanitários na Líbia”, disse Valerie durante uma entrevista coletiva nas Nações Unidas, na qual expressou sua extrema preocupação pela situação humanitária, especialmente no oeste do país.

 

“Não temos acesso e não sabemos quais são as necessidades” nessa região, disse.

 

Valerie anunciou que na segunda-feira divulgará em Genebra o valor necessário para atender às necessidades humanitárias na Líbia e em suas fronteiras com Tunísia e Egito, e ainda nesta sexta-feira fará um pedido por carta aos países doadores.

 

A responsável da assistência humanitária da ONU indicou que 180 mil pessoas já saíram do território líbio e que a maioria se dirigiu rumo áreas fronteiriças com Tunísia, Egito e Níger.

 

Além disso, indicou que o fluxo de pessoas de diferentes nacionalidades que diariamente abandonam o país norte-africano é muito elevado, e “são números difíceis de serem conduzidos por qualquer país”.

 

Também assinalou que na quinta-feira houve uma queda no número de pessoas que cruzaram a fronteira, que passou de 10 mil a 15 mil diários para dois mil, depois que homens fortemente armados e a favor do regime de Muammar Kadafi tomaram o controle fronteiriço do lado líbio.

 

Alguns países como Reino Unido, França e Espanha, junto ao Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (Acnur), começaram a enviar ajuda e evacuar emigrantes egípcios deslocados até a fronteira tunisiana para devolvê-los a seu país.

 

Segundo dados do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU (OCHA) dirigido por Valerie, são necessários mais aviões e outros meios de transporte para descongestionar essas áreas de recepção de deslocados.

 

Valerie assinalou que é necessário proporcionar proteção, além de água, alimentos e saúde, algo que por enquanto está sendo realizado pelas autoridades tunisianas, enquanto as agências da ONU planejam distribuir produtos de higiene de primeira necessidade às mulheres que cruzam a fronteira, da mesma forma que apoio psicológico a quem necessitar.

 

A responsável humanitária das Nações Unidas anunciou também que nesta sexta-feira viajará para a Tunísia para avaliar e coordenar os trabalhos com as autoridades do país e as agências do organismo multilateral, no sábado.

 

Em relação aos reportes de imprensa relativos ao aumento das vítimas pela intensificação dos combates, Valerie e o porta-voz da ONU, Martin Nesirky, assinalaram que, por enquanto, não puderam obter informação.

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