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Mundo

ONU pede medidas dos políticos contra mudança climática até 2009

Arquivo Geral

17/11/2007 0h00





O secretário-geral da ONU, unhealthy Ban Ki-moon, disse hoje que, já que os cientistas “fizeram seu trabalho”, os políticos devem substituí-los e adotar medidas até 2009, pois “não se pode perder o tempo” e é necessária “uma ação coordenada mundial”.

Ban Ki-moon lançou esta mensagem em entrevista coletiva depois do encerramento da 27ª reunião plenária do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática (IPCC) da ONU, que foi realizada esta semana na cidade espanhola de Valência.

“É preciso fazer algo até 2009”, disse Ban Ki-moon, que se comprometeu a tentar fazer com que a vontade expressada pelos responsáveis políticos na luta contra a mudança climática “se mantenha até a substituição do Protocolo de Kioto” a partir de 2012.

Será um caminho “longo e difícil”, reconheceu o secretário-geral da ONU, mas insistiu na necessidade de que os líderes mundiais reflitam sobre esta questão e tomem medidas “com vontade política firme”, porque, caso contrário, “não será possível” reduzir as emissões de CO2 no tempo previsto.

Ban Ki-moon também disse que a mensagem contida no documento de síntese, debatido e aprovado nesta cúpula pelo IPCC, “não pode ser mais simples: a ameaça da mudança climática é real e a forma de combatê-la é simples”.

De acordo com sua opinião, o documento “dá uma visão sobre mudança climática sucinta e, de forma simples, coloca a base para a conferência sobre a mudança climática em Bali”, que acontecerá em dezembro, e que definiu como uma “conferência essencial onde os políticos devem chegar a um acordo para as medidas necessárias a serem adotadas”.

“Acho que os cientistas determinaram com clareza e com uma só voz que o aquecimento global dá um passo vertiginoso”, disse Ban Ki-moon, que expressou seu otimismo a respeito da possibilidade de que os países se envolvam na redução das emissões dos gases do efeito estufa. Ban Ki-moon destacou que, até 2015, há prazo para que as emissões continuem aumentando, e então “devem começar a reduzir”.

O secretário-geral da ONU disse que o problema será “como compartilhar a carga”, um desafio que, segundo ele, “não é possível resolver, exceto que todos os países se comprometam a seguir princípios de justiça, igualdade e ética”.

Ban Ki-moon disse que tem “esperanças colocadas em todos os países”, e incentivou a China e os Estados Unidos a “desempenharem um papel mais construtivo nas próximas negociações”, porque acredita que “ambos podem e devem liderar a mudança, cada um a sua maneira”.

O secretário-geral das Nações Unidas expressou seu desejo de “prestar uma homenagem ao presidente do Painel Intergovernamental sobre Mudança Climática, Rajendra Pachauri, assim como todos os cientistas que trabalharam sem retroceder em seu empenho para nos fazer entender a mudança climática”.

Além disso, reconheceu o trabalho do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA) e da Organização Meteorológica Mundial (OMM) e expressou sua gratidão ao Governo espanhol e ao gGoverno da região de Valência devido a sua “hospitalidade”.

Pachauri afirmou que “nunca antes um líder da ONU tinha se mostrado tão compreensivo com as ações necessárias para lutar contra a mudança climática”, em referência a Ban Ki-moon, e disse que o documento de síntese foi um “trabalho ingente”, cujas conclusões os líderes políticos mundiais “devem aceitar”.

Segundo Pachauri, é necessária “uma nova ética, segundo a qual cada ser humano assuma a importância da mudança que enfrentamos e atue em conseqüência, com mudanças em seu estilo de vida”.

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