Esse processo eleitoral deve acontecer no próximo ano, segundo um compromisso assumido pelo regime birmanês.
“Depende dos líderes birmaneses criar as condições para eleições críveis e legítimas”, disse o secretário-geral da ONU, em entrevista coletiva, em Genebra.
Ban chegou a Genebra procedente do Sudeste Asiático, onde sua visita a Mianmar tinha gerado muitas expectativas, principalmente diante da possibilidade de que pudesse se reunir com a líder opositora Aung San Suu Kyi, mas as autoridades desse país não permitiram esse encontro.
Ao final de sua visita a Mianmar, Ban reconheceu sua “grande decepção” por não ter conseguido se reunir com a Nobel da Paz e manifestou sua esperança de que ela seja autorizada a participar das próximas eleições.
Depois que a Junta Militar negou uma primeira vez ao líder da ONU a possibilidade de concretizar esse encontro, Ban insistiu – um fato incomum no código diplomático -, mas seu pedido foi rejeitado pela segunda vez.
Segundo fontes próximas ao secretário-geral das Nações Unidas, as autoridades birmanesas se desculparam, mas não justificaram a decisão nem mencionaram uma data para a libertação dos prisioneiros políticos.