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Mundo

ONU pede ações concretas para superar estagnação no Oriente Médio

Arquivo Geral

24/11/2009 0h00

A ONU pediu hoje “ações concretas” para superar o “inquietante ponto morto” do diálogo entre israelenses e palestinos, que ameaça desperdiçar os esforços da comunidade internacional para encontrar uma saída negociada do conflito no Oriente Médio.

O secretário-geral adjunto para Assuntos Políticos das Nações Unidas, Haile Menkerios, disse hoje em reunião do Conselho de Segurança da ONU que a comunidade internacional “deve adotar uma posição clara e unida nesta conjuntura”.

Segundo Menkerios, o anúncio do presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas, de não concorrer nas próximas eleições é “uma avaliação preocupante, por parte de um líder indubitavelmente consagrado à paz, de que o processo político carece neste momento de conteúdo e credibilidade”.

“É uma clara advertência de que se não pudermos avançar rumo a um acordo final, corremos o risco de retroceder e pôr em perigo a Autoridade Nacional Palestina e a solução de dois Estados”, argumentou o representante da ONU.

Menkerios disse que a proposta de Israel de limitar a expansão dos assentamentos, em lugar de detê-la, se transformou em um “desafio-chave”, e ressaltou que a atitude do Governo israelense não se ajusta aos requisitos do Mapa de Caminho aceito pelas partes para guiar o processo de paz.

O secretário-geral adjunto alertou que “o profundo e inquietante ponto morto do diálogo obscurece o horizonte político” e provoca um “vazio” que pode ser ocupado pela violência, pelas tensões e pelos extremistas de ambos os lados.

O embaixador da Líbia na ONU, Abdurrahman Mohamed Shalgham, disse na saída da reunião que os 15 membros do Conselho de Segurança concordam que os assentamentos são o principal obstáculo ao processo de paz neste momento.

Segundo Shalgam, a delegação líbia iniciou os contatos para explorar a possibilidade de apresentar um projeto de resolução de condenação à posição de Israel em relação aos assentamentos.

“Todos concordam que são o principal obstáculo nas negociações. Israel quer tudo: segurança, terras, paz, mas não quer pagar nenhum preço”, acrescentou.

Já o representante palestino na ONU, Riyad Mansur, considerou que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, “despreza a posição unânime da comunidade internacional”.

“A alternativa que nos resta é o Conselho de Segurança”, acrescentou em declarações à imprensa.

Na semana passada, Israel expôs sua intenção de construir 900 casas no assentamento de Guilo, em território ocupado em Jerusalém Oriental durante a Guerra dos Seis Dias de 1967.

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