O subsecretário-geral da ONU, John Holmes, disse que delegados do organismo seguem conversando com as autoridades cingalesas após o secretário-geral, Ban Ki-moon, ter concluído na segunda-feira uma viagem de três dias ao país, na qual pediu às autoridades para ter acesso livre a esses acampamentos.
“Dissemos que a situação não é satisfatória, não podemos fazer nosso trabalho se não tivermos um acesso adequado”, ressaltou em entrevista coletiva Holmes, que esteve presente na visita aos campos de deslocados.
Ban pediu ao Governo cingalês progressos em três áreas: ajuda humanitária imediata, reintegração nacional e uma solução política sustentável para a minoria tâmil no Sri Lanka.
O Sri Lanka alega que não permite o acesso das agências humanitárias internacionais aos acampamentos por razões de segurança, pois antes quer determinar se há guerrilheiros infiltrados nos centros.
Por sua vez, o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, Lynn Pascoe, ressaltou que o organismo mundial segue disposto a desempenhar um papel no processo de reconciliação que deve seguir à derrota militar dos Tigres de Libertação da Pátria Tâmil (LTTE). EFE