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ONU: Iraque está progredindo, mas ainda tem grandes desafios

Arquivo Geral

28/04/2008 0h00

A ONU destacou hoje os progressos feitos no Iraque para sua reconstrução nacional, viagra mas também indicou que ainda há grandes desafios pela frente, information pills como acabar com a violência, sickness e lembrou que o país precisa da ajuda da comunidade internacional.

“O Iraque está fazendo uma dolorosa transição”, disse hoje o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Políticos, Lynn Pascoe, em seu relatório sobre o país enviado ao Conselho de Segurança do organismo multilateral.

Entre esses desafios, Pascoe citou os relativos à reconciliação nacional, à reconstrução do país e a seu desenvolvimento, o que qualificou como um “desafio a longo prazo que requer o apoio sustentado da comunidade internacional”.

“Apesar das melhoras em segurança, o Governo do Iraque ainda tem que enfrentar grandes desafios no processo de reconciliação nacional”, disse Pascoe, que destacou “a seriedade e o compromisso” das autoridades iraquianas para levar o processo em frente.

O responsável da ONU considerou que a liderança iraquiana tem que resolver outras questões, como as relativas “aos recursos naturais e aos acordos para dar uma estrutura federal ao estado”, assuntos que causam divisão entre os iraquianos.

Ele disse que esses objetivos poderiam ser alcançados mediante a adoção de “uma lei justa e equilibrada sobre os hidrocarbonetos” e completando uma série de reformas constitucionais, no que a ONU pode contribuir proporcionando ajuda e assessoria técnica.

Pascoe destacou também o papel da Missão da ONU para o Iraque (Unami), dirigida por Staffan de Mistura, assim como os níveis de credibilidade e de conhecimento dos iraquianos da instituição internacional.

Em relação à situação humanitária iraquiana, o responsável pelos Assuntos Políticos da ONU disse que “continua sendo de grande preocupação” e que proporciona “as provas do impacto da violência na vida diária dos iraquianos”.

Ele acrescentou que a ONU mantém seu compromisso de assegurar que a assistência de emergência chega à população civil mais necessitada, assim como aos refugiados e deslocados iraquianos, em sua maioria localizados na Síria e na Jordânia.

Pascoe se referiu também à conferência ministerial de doadores patrocinada pelo Governo da Suécia, que acontecerá em Estocolmo no dia 29 de maio, e da qual participará o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, e o primeiro-ministro do Iraque, Nouri al-Maliki.

“Encorajamos os Estados-membros a participar e a assumir compromissos concretos”, pediu o diplomata das Nações Unidas.

O embaixador iraquiano perante a ONU, Hamid al-Bayati, além de ressaltar os progressos feitos pelo Governo de Bagdá em diferentes áreas, qualificou de “vital” o papel desempenhado pela ONU em cumprimento da resolução 1.770 para avançar no diálogo político e na reconciliação nacional.

Bayati considerou a próxima conferência de Estocolmo “um fórum importante no qual revisar os progressos econômicos e políticos” feitos por seu país, assim como sobre as perspectivas de assistência futura.

Por sua parte, o embaixador dos Estados Unidos perante a ONU, Zalmay Khalilzad, apresentou um relatório sobre a situação de segurança pelas forças multinacionais, e apontou progressos realizados pelo Iraque principalmente no último trimestre de 2007.

Apesar disso, ele também reconheceu que esses avanços tinham sido “desiguais”.

A representante britânica, Karen Pierce, considerou que as ações do Governo iraquiano em “Basra, Cidade de Sadr e Mossul realizadas no último mês enviam um sinal claro de que sua intenção é fazer cumprir a lei e acabar com os grupos armados terroristas, criminosos e ilegais, quaisquer que seja sua afiliação étnica ou religiosa”.



 

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