Com a medida, os suspeitos de terem participado do genocídio de 1994 poderão ser extraditados para o país. “A abolição da pena de morte em Ruanda” envia “uma mensagem muito forte” à comunidade internacional, disse Arbour, que pediu a extradição dos envolvidos no genocídio para a capital do país, Kigali.
A alta comissária, a maior autoridade na área de direitos humanos dentro das Nações Unidas, elogiou o fato de uma nação “que sofreu o crime mais grave e cujo povo tem uma sede de justiça que não foi saciada” ter decidido abolir a pena capital.
Sobre esse tipo de pena, Arbour disse que ela “não deveria existir em nenhuma sociedade que pretenda cultivar os direitos humanos”. O primeiro resultado da decisão será a comutação da pena de morte pela de prisão perpétua imposta a 600 prisioneiros do país.