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Mundo

ONU e UA abrem em Trípoli conferência de paz sobre Darfur

Arquivo Geral

15/07/2007 0h00

As Nações Unidas e a União Africana (UA) abriram hoje na capital da Líbia uma conferência internacional sobre Darfur (Sudão), hospital cujo objetivo é estabelecer a paz e colocar um ponto final à crise humanitária na região.

A reunião de dois dias em Trípoli tem como prioridade convencer os movimentos rebeldes sudaneses que atuam em Darfur, online para que cheguem a um acordo de paz com o Governo de Cartum.

Até agora, apenas um deles, embora o mais importante, o Movimento de Libertação do Sudão (MLS), assinou a paz com Cartum, enquanto uma dúzia de outros grupos rebeldes a rejeitou, apesar dos apelos insistentes do presidente líbio Muammar Kadafi, anfitrião da conferência.

O enviado especial da ONU para Darfur, o diplomata sueco Jan Eliasson, e o antigo ministro de Assuntos Exteriores da Tanzânia, Salim Ahmed Salim, presidem conjuntamente o encontro do qual participam o ministro de Assuntos Exteriores do Chade, Ahmat Allami, e seu colega sudanês, Wassila al-Samani.

A crise de Darfur, onde desde 2003 morreram 200 mil pessoas e fez cerca de dois milhões de refugiados, está ligada diretamente ao conflito entre Chade e Sudão em suas fronteiras. Os dois países se acusam mutuamente de sustentar os grupos rebeldes que transformaram Darfur em seu principal santuário.

Os cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU enviaram também representantes à conferência, e além disso tratará sobre o envio de uma força mista de interposição ONU-UA, aceita pelo presidente sudanês, Omar Hassan Ahmad al-Bashir.

Estes aspectos configuram o chamado “Mapa de Caminho” que as potências ocidentais querem desenvolver na África para terminar com a guerra civil sudanesa e a crise humanitária de Darfur. No discurso pronunciado no ato de abertura, o enviado especial da ONU para Darfur, o diplomata sueco Jan Eliasson solicitou aos grupos rebeldes sudaneses que se unifiquem e façam a paz com as autoridades legítimas do Sudão.

Eliasson ressaltou a decisão da ONU de financiar e participar, junto à UA, em uma força militar com cerca de 20 mil homens que substitua aos sete mil que a União Africana deslocou para o oeste do Sudão, e que até agora foi inoperante de acordo com os refugiados.

A Líbia, que apóia o presidente sudanês e intermediou em várias ocasiões reuniões entre ele e seu colega do Chade, Idris Déby, se opõe à internacionalização do conflito de Darfur e se esforça em convencer os rebeldes sudaneses que cessem as hostilidades.

Em outra conferência internacional sobre Darfur, realizada na Líbia em abril, Kadafi responsabilizou os rebeldes sudaneses de “envolver o mundo neste assunto”, e acrescentou que a comunidade internacional não deve intervir “enquanto uma das partes (os rebeldes) não quiserem uma solução”.

Todas as partes que vão intervir nesta conferência asseguram que a paz em Darfur tem que desenvolver-se de forma simultânea com um processo político de reconciliação entre Cartum e os movimentos rebeldes.


 

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