O Conselho de Segurança das Nações Unidas incluiu a Al Qaeda na Península Arábica e dois de seus líderes, Nasir al Wahshi e Said al Shihri, em sua lista de sancionados por terrorismo. As sanções impostas incluem o congelamento de bens, embargo de armas e a proibição de viajar.
“Esta decisão apoia os esforços internacionais para reduzir a capacidade de atuação da Al Qaeda na Península Arábica”, disse em comunicado a embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice.
A representante americana lembrou que o Conselho de Segurança reafirmou no último dia 17 de dezembro sua vontade de combater a Al Qaeda na resolução 1.904, que reforça o regime de sanções vigente para organizações e indivíduos vinculados às ações deste grupo.
O Governo dos EUA, por sua vez, denominou a Al Qaeda como “organização terrorista estrangeira na península Arábica” e a incluiu na lista negra de pessoas suspeitas de terrorismo os mesmos líderes sancionados pela ONU, al Wahshi e al Shihri.
A medida representa a proibição de entrega de apoio material e armas ao grupo, e também inclui restrições migratórias que contribuirão para cortar o fluxo de financiamento da Al Qaeda na península Arábica.
Além disso, permitirá ao departamento de Justiça dos EUA processar membros da organização, informou hoje o porta-voz do departamento de Estado, Philip Crowley.
O grupo tem seu centro de operações na península arábica no Iêmen, e reivindicou a tentativa de atentado do último dia 25 de dezembro contra um avião da companhia aérea Northwest que voava de Amsterdã a Detroit.
A denominação, aliás, já tinha sido assinada pela secretária de Estado, Hillary Clinton, no dia 14 de dezembro, onze dias antes do atentado frustrado. No entanto, a decisão só foi divulgada hoje, quando foi publicada no Registro Federal.
A Al Qaeda anunciou em 23 de janeiro de 2009 que tinha instalado no Iêmen uma nova estrutura regional que absorvia os quadros da Arábia Saudita.