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Mundo

ONU diz que fechamento de ONGs no Zimbábue põe em risco 2 milhões

Arquivo Geral

06/06/2008 0h00

O subsecretário-geral para Assuntos Humanitários da ONU, cure John Holmes, symptoms advertiu hoje de que o fechamento das atividades das ONGs que trabalham no país, and ordenado pelo Governo do Zimbábue, coloca em risco dois milhões de pessoas que dependem da ajuda dessas organizações para sobreviver.

Holmes considerou “deplorável” o anúncio de hoje do Governo do presidente Robert Mugabe de que todas as ONG que operam no país devem interromper sua atividade e pedir um novo credenciamento, se quiserem continuar com seus projetos.

O diplomata britânico pediu às autoridades zimbabuanas para “reconsiderar e rever esta decisão tão rápido quanto possível”, perante o grave impacto que pode representar para os setores mais vulneráveis da sociedade desse país.

“Nossos cálculos é de que dois milhões de pessoas, principalmente crianças, enfrentarão um maior risco (de desnutrição e doenças) do que enfrentavam antes de tomarem esta decisão”, disse.

A estimativa, explicou, se baseia no número de pessoas que recebem assistência das instituições privadas e das ONG que deverão interromper suas atividades em conseqüência da ordem do Governo.

“É um número muito grande de pessoas”, disse Holmes, que destacou que a decisão chega em um momento de “generalizada deterioração das condições humanitárias no país por causa das condições sociopolíticas, além da seca que sofrem há meses”.

As agências humanitárias das Nações Unidas, que poderão continuar com seu trabalho, tentarão compensar a redução do fluxo de ajuda que representa a ordem contra as ONG, indicou.

Holmes disse desconhecer os motivos da proibição, mas desejou que se trate de uma medida temporária que será anulada depois da realização da segunda rodada das eleições presidenciais, em 27 de junho, na qual Mugabe buscar se reeleger.

O Governo acusa as organizações de se intrometer na política interna do país disfarçadas de entidades humanitárias.

Executivos críticos com o presidente zimbabuano, como o do Reino Unido, acusam Mugabe de usar a fome como uma arma eleitoral contra seus opositores.

Holmes não quis se pronunciar sobre essa avaliação, mas ressaltou que a medida do Governo de Mugabe é “inaceitável”, e assinalou que a missão da ONU em Harare está em contato com as autoridades locais para tentar suspender a ordem.

Esta última decisão tomada pelo Governo do Zimbábue foi precedida por outras ações voltadas, segundo o opositor Movimento para a Mudança Democrática (MDC, em inglês), a intimidar a população para que vote a favor do atual chefe de Estado.

Desde o primeiro turno do pleito geral, realizado em 29 de março, o MDC vem denunciando que pelo menos 60 de seus seguidores foram assassinados.

Além disso, o dirigente da oposição, Morgan Tsvangirai, que concorre com Mugabe pela Presidência, afirma que foi detido hoje e na quarta passada, mas o Governo nega a acusação.

Os críticos de Mugabe, no poder desde 1980, acusam o presidente pela grave crise econômica que vive o Zimbábue, mas esse culpa pela situação as secas e as sanções impostas por países desenvolvidos contra seu Governo.



 

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