“O secretário-geral reitera sua posição que os assentamentos são ilegais e insta Israel a respeitar o compromisso do Mapa de Caminho para a Paz em deter toda construção nos assentamentos, incluída a devida a seu crescimento natural”, disse em uma breve declaração a porta-voz da ONU, Marie Okabe.
Ban considera que ações como as realizadas hoje pelo Executivo israelense “solapa os esforços para alcançar a paz e põe em dúvida a viabilidade da solução dos dois Estados” promovida pela comunidade internacional para resolver o conflito no Oriente Médio.
O Comitê de Planejamento de Jerusalém aprovou hoje a construção de cerca de 900 casas em Guiló, apesar das pressões para que Israel deixe de expandir seus assentamentos, confirmaram a Efe em Jerusalém fontes do município.
As novas casas serão construídas neste bairro do sul da cidade situado ao leste da Linha Verde, a fronteira entre o território israelense e palestino internacionalmente aceita, pelo que a construção viola o direito internacional.
As fontes municipais matizaram que o projeto ainda precisa o sinal verde de outros organismos antes de ver a luz.
A decisão chega um dia depois que Israel rejeitasse um pedido de seu principal aliado, EUA, para que recuasse a expansão de Guiló, segundo desvelou o diário israelense Yedioth Ahronoth em sua edição de hoje.
A exigência foi transferida pelo enviado da Casa Branca para o Oriente Médio, George Mitchell, a representantes do primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, em reunião após conhecer a existência do plano, precisa o rotativo.
Israel considera Jerusalém sua capital “única e indivisível” e portanto se vê legitimado para construir na parte leste da cidade, de maioria árabe e que os palestinos reivindicam como capital de seu eventual futuro Estado.