O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, realizou nesta quinta-feira uma conferência telefônica com entidades da própria ONU e outros organismos regionais para coordenar a resposta à grave situação humanitária na Líbia e nas fronteiras com seus países vizinhos.
Entre as várias entidades que participaram da conferência, estavam Liga Árabe, Organização da Conferência Islâmica (OCI), União Europeia (UE) e Conselho da Europa, além de entidades do sistema das Nações Unidas, como Organização Mundial da Saúde (OMS), Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados (Acnur), Programa Mundial de Alimentos e Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Todas as organizações pediram com urgência às autoridades líbias que abram o acesso a todo o país para determinar as necessidades humanitárias da população e proporcionar a ajuda necessária, explica a ONU em comunicado.
Também ressaltaram o aumento notável nas últimas 24 horas das operações de assistência aos refugiados que escapam do conflito entre os rebeldes e as forças leais ao regime do líder líbio Muammar Kadafi.
As entidades coincidiram que a prioridade no momento é prestar auxílio aos refugiados para que saiam das zonas fronteiriças e agilizar o retorno a seus países de origem, já que a grande maioria dos refugiados são trabalhadores estrangeiros, indica a nota da ONU.
Os participantes da conferência reconheceram que, enquanto tramitam as repatriações, é necessário dispor de água potável, alimentos, refúgio e serviços sanitários para os milhares de pessoas que continuam chegando às fronteiras, particularmente a tunisiana, onde há milhares de pessoas que não puderam prosseguir a viagem a seus locais de origem.
Na conversa telefônica desta quinta-feira, Ban reafirmou sua intenção de nomear em breve um enviado especial à zona para que ajude a coordenar a atuação da comunidade internacional.
Segundo dados da ONU, na fronteira entre Líbia e Tunísia há cerca de 75 mil pessoas, a maioria egípcios, que esperam alguma assistência para retornar a seu país de origem, além de outros 40 mil, em sua maioria subsaarianos do lado líbio, que não receberam permissão para entrar na Tunísia.
Fortalecer as finanças públicas, melhorar a saúde e a educação, apoiar a integração e projetos regionais, e diminuir a vulnerabilidade perante os desastres naturais e a mudança climática, são parte da agenda regional proposta pelo BID.
No programa, que contempla outras duas expedições ao local nos próximos dois anos, participam também as universidades Upsala e Kalmar, da Suécia, o Instituto Nacional de Tecnologia Agropecuária da Argentina e a Universidade Andrés Bello do Chile.