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ONU considera <i>inquietante</i> denúncia da AI sobre política hídrica israelense

Arquivo Geral

27/10/2009 0h00

A ONU qualificou hoje de “inquietante” o relatório da Anistia Internacional (AI) no qual esta organização acusa Israel de negar aos palestinos o direito ao acesso “livre e adequado” à água potável.

A porta-voz das Nações Unidas Michèle Montas disse que os representantes do organismo na região sabem dos graves problemas relacionados à distribuição de água e é um assunto sobre o qual conversam periodicamente com as diferentes autoridades na região.

“Quero lembrar que os palestinos compartilham com seus vizinhos o direito à água potável e a sua distribuição equitativa”, disse Montas, em entrevista coletiva, após uma pergunta sobre relatório divulgado hoje pela organização de direitos humanos.

A AI afirma no documento que o Governo israelense mantém “controle total” sobre os recursos compartilhados com os palestinos e o acusa de exercer uma política deliberada de discriminação hídrica.

As medidas aplicadas por Israel restringem sem razão a disponibilidade de água nos territórios palestinos ocupados e impedem que os palestinos construam infraestruturas hídricas adequadas, afirma o organismo.

A Anistia revela o alcance destas políticas e práticas discriminatórias e dá como exemplo que Israel utiliza mais de 80% da água procedente de um aquífero subterrâneo compartilhado com os palestinos, que só dispõem de 20%.

Esta diferença acontece apesar de o aquífero ser a única fonte hídrica para os palestinos na Cisjordânia e de Israel dispor de muitas outras fontes que também monopoliza, como no caso de água para o consumo humano do Rio Jordão.

O resultado é que o consumo diário de água de um palestino não chega a 70 litros, enquanto o de um israelense supera os 300 litros.

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