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Mundo

ONU confirma morte de 14 membros de sua missão no Haiti

Arquivo Geral

13/01/2010 0h00

A subsecretária geral da ONU para as operações de paz, Susana Malcorra, confirmou hoje a morte de 14 membros (dez brasileiros) de sua missão no Haiti, que foi abalado por um forte terremoto nesta terça-feira.

Em coletiva de imprensa, Malcorra informou que por enquanto a ONU pode confirmar que o terremoto matou, além dos dez brasileiros, três jordanianos e um civil haitiano.

Como a ONU não divulgou nomes, não se sabe se essas vítimas são as mesmas informadas pelo Exército brasileiro, que confirmou que pelo menos 11 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram no terremoto.

Segundo Malcorra, além disso outros 56 membros da missão de paz da ONU ficaram feridos e sete foram levados para fora do país.

“Esses são os números oficiais que a missão nos comunicou até o momento”, disse a diplomata argentina, responsável pela logística das ações de paz da ONU.

Malcorra advertiu que os números são preliminares e não incluem os “pelo menos cinco” corpos recuperados entre os escombros da sede da missão em Porto Príncipe, que desabou na terça-feira em consequência do forte tremor.

Ela também não pôde confirmar a morte do principal dirigente da Minustah, o tunisiano Hédi Annabi, que estava no edifício no momento do terremoto e que foi dado por morto pelo Governo haitiano.

A subsecretária geral ressaltou que as operações de busca e resgate na sede de Minustah, assim como em outros edifícios destruídos, avançam com lentidão, pois os capacetes azuis carecem de material especializado.

Para facilitar a chegada de pessoal e material humanitário, a ONU estabelecerá uma ponte aérea entre a cidade de Miami (EUA) e o aeroporto de Porto Príncipe, que está aberto apesar da torre de controle ter sido destruída.

O terremoto aconteceu às 19h53 (Brasília) de terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe. O primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, cifrou hoje em “centenas de milhares” o número de mortos.

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