O Conselho de Direitos Humanos da ONU voltou a condenar nesta sexta-feira (02) em termos enérgicos a repressão praticada pelo regime sírio de Bashar al-Assad, que já deixou mais de quatro mil mortos desde março, segundo números das Nações Unidas.
O Conselho condenou as “generalizadas, sistemáticas e graves violações dos direitos humanos e liberdades fundamentais por parte das autoridades sírias” para reprimir os protestos no país.
Entre essas violações se destacam “execuções arbitrárias; excessivo uso da força; assassinato e perseguição de manifestantes, ativistas de direitos humanos e jornalistas; detenções arbitrárias; desaparições forçadas; e a tortura e os maus tratos, inclusive de crianças”.
A resolução de condenação contou com o apoio de 37 países e rejeição de quatro (China, Rússia, Equador e Cuba). Quatro membros se abstiveram (Angola, Bangladesh, Camarões, Índia, Filipinas e Uganda).
A denúncia se baseia num relatório apresentado nesta segunda-feira, no qual três analistas independentes constataram a existência de crimes contra a humanidade na Síria.
O Conselho recomendou que os membros das Nações Unidas e organizações regionais como a Liga Árabe “apóiem os esforços para proteger à população da Síria e que o país ponha fim imediatamente às graves violações dos direitos humanos”.