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Mundo

ONU condena complô para assassinar embaixador saudita em Washington

Arquivo Geral

18/11/2011 21h52

A Assembleia Geral da ONU aprovou nesta sexta-feira por uma grande maioria uma resolução de condenação ao suposto complô para assassinar o embaixador da Arábia Saudita em Washington, uma trama descoberta em outubro na qual os Estados Unidos envolveram o Irã.

 

A favor desta resolução, apresentada pela Arábia Saudita, votaram 106 países, contra nove e 40 abstenções, e nela se pede a Teerã que “cumpra todas suas obrigações em virtude do direito internacional”, incluindo a Convenção sobre a prevenção e o castigo de delitos contra pessoas internacionalmente protegidas, como os diplomatas.

 

Igualmente pede ao Irã, cujo embaixador negou sua participação nesse complô, que coopere “com os Estados que tentam fazer comparecer perante a justiça quem tenha participado do planejamento, patrocínio, organização e tentativa de execução da trama para assassinar o embaixador saudita, Adel al Jubeir”.

“Esta resolução envia a firme mensagem ao Irã de que os ataques contra as pessoas internacionalmente protegidas são inaceitáveis”, disse a embaixadora dos EUA na ONU, Susan Rice, afirmando categórica que Washington “desmantelou um complô para assassinar o embaixador saudita em território dos Estados Unidos”.

 

O Governo dos EUA acusou no dia 11 de outubro o americano de origem iraniana Manssor Arbabsiar e ao iraniano Gholam Shakuri de participar de uma trama terrorista supostamente orquestrada pelo Irã para atentar contra as embaixadas da Arábia Saudita e Israel em Washington e assassinar o embaixador saudita.

 

A resolução condena essa tentativa de assassinato contra o embaixador saudita em Washington, mas não acusa diretamente o Irã dessa trama, que de novo foi rejeitada nesta sexta-feira pelo representante de Teerã perante a ONU, Mohammad Khazaee.

 

“O Irã não está envolvido em nenhuma atuação como essa nem nos Estados Unidos nem em nenhum outro lugar”, afirmou o diplomata iraniano, considerando que o texto “prejudica a credibilidade da ONU” por admitir acusações que “não são provadas e não contam com o devido processo”.

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