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Mundo

ONU calcula que repressão na Síria já causou mais de 3 mil mortes

Arquivo Geral

14/10/2011 9h02

A alta comissária da ONU para os direitos humanos, Navi Pillay, informou nesta sexta-feira que a forte repressão militar na Síria causou desde março mais de 3 mil mortes, entre elas as de ao menos 187 crianças.

 

Em comunicado divulgado em Genebra, a alta comissária pediu à comunidade internacional que adote ações urgentes para frear o banho de sangue que atinge a Síria há sete meses.

 

Pelas últimas informações, nos últimos dez dias ao menos 100 pessoas morreram e milhares de manifestantes e dissidentes foram detidos e torturados, além do número de desaparecidos ser incerto.

 

A Alta comissária expressou sua preocupação com o fato de que a sangrenta repressão possa desembocar em uma luta armada, na medida em que cada vez mais membros das forças armadas se negam a atacar civis e passam para o lado dos manifestantes.

 

“Desde o início do levante na Síria, o Governo usou de força excessiva para acabar com os protestos pacíficos, com franco-atiradores a partir dos telhados, o uso de munição de guerra e o bombardeio de bairros residenciais”, denunciou Pillay.

 

A Alta comissária lembrou que em agosto chamou a atenção sobre estes “crimes contra a Humanidade” na Síria e encorajou o Conselho de Segurança da ONU para que remetesse os fatos ao Tribunal Penal Internacional.

 

Pillay classificou a situação na Síria como uma “sanha devastadora contra vidas humanas” e explicou que, além dos assassinatos, as torturas e as detenções ilegais, famílias inteiras dentro e fora do país foram alvo de assédio, intimidação, ameaças e surras.

 

“O Governo da Síria não só não cumpriu sua obrigação de proteger a população, mas ignorou os pedidos da comunidade internacional de cooperar com as investigações internacionais”, disse.

 

Diante dessa situação, Pillay pediu “responsabilidade” a todos os atores internacionais para que tomem medidas coletivas que protejam à população civil antes que os “massacres” e a “brutal repressão” conduzam o país a uma “autêntica guerra civil”.

 

“Estão em jogo os direitos universais da vida, a liberdade e a segurança, que nunca devem ser deixados de lado em prol dos interesses políticos”, ressaltou.

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