Elizabeth Byrs, porta-voz do Escritório para Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) da ONU, disse que esse número inclui a “entre 50 e 100” membros do pessoal da Força de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah), que – segundo se acredita – estão presos sob os escombros do hotel Christopher, que servia de base para a força do organismo.
“Mas também desabaram outras sedes da ONU em Porto Príncipe, por isso, no total, calculamos que entre 115 e 200 membros internacionais do pessoal estão desaparecidos ou não conseguimos contatar”, acrescentou Byrs, em entrevista coletiva.
“Não temos dados mais concretos, o terremoto ocorreu às 17h local e não sabemos quanta gente havia nas sedes”, disse.
Sobre o pessoal local que trabalha para a ONU, a porta-voz disse que a situação é até pior, pois, diretamente, “não temos informação sobre seu paradeiro”, disse.
O único número sobre vítimas da ONU confirmadas é o oferecido ontem pelo secretário-geral, Ban Ki-moon, de 16 mortos, acrescentou.
O terremoto de 7 graus na escala Richter aconteceu às 19h53 de Brasília da terça-feira e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do Haiti. O primeiro-ministro do país, Jean Max Bellerive, cifrou o número de mortos em “centenas de milhares”.
O Exército brasileiro confirmou que pelo menos 14 militares do país que participam da Missão de Estabilização das Nações Unidas no Haiti (Minustah) morreram em consequência do terremoto.
A brasileira Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança, ligada à Igreja Católica, também morreu no tremor.