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Mundo

ONU avalia danos da passagem do furacão "Dean" pelo Caribe

Arquivo Geral

21/08/2007 0h00

Analistas da ONU estão no Caribe para avaliar os danos causados pelo furacão “Dean”, approved informou hoje a porta-voz do organismo, Michèle Montas.

O ciclone atravessou hoje a península de Iucatã e está agora sobre as águas do Golfo do México, próximo ao litoral central do país, com ventos máximos de 130 km/h.

Mesmo com a intensidade do furacão reduzida da categoria 5 para a 1, o Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos afirmou que as águas quentes do Golfo podem fortalecer “Dean” nas próximas horas.

A porta-voz da ONU afirmou que foram abertos 530 abrigos com capacidade para 73 mil pessoas na zona leste de Iucatã (México). O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) colocou remédios, alimentos, água e cobertores à disposição no local para os possíveis desabrigados.

Uma equipe de coordenação e avaliação dos danos está em Belize e na Jamaica, onde o Governo declarou estado de emergência na parte sul da ilha.

Cerca de 6,5 mil pessoas estão hospedadas em 268 abrigos na Jamaica, onde foram registrados fortes danos a tetos de casas, estradas e à infra-estrutura elétrica, segundo a ONU.

O Unicef calculou que cerca de 90 mil crianças jamaicanas ficaram desabrigadas com a passagem do furacão. Foram distribuídos utensílios para a higiene, tabletes purificadores de água e recipientes.

A missão da ONU no Haiti informou que aproximadamente cinco mil pessoas permanecem em abrigos por causa do ciclone, que destruiu 244 casas e provocou danos em outras 111.

O furacão “Dean” deixou pelo menos 13 mortos: quatro no Haiti e na República Dominicana, dois em Dominica e na Jamaica, e um em Santa Lúcia.

“Graças a Deus o número de mortos foi significativamente baixo, apesar da intensidade do furacão”, disse o subsecretário para Assuntos Humanitários da ONU, John Holmes.

O funcionário considerou que o baixo número de mortos é resultado das preparações realizadas pelos Governos da região antes da passagem de “Dean”.

“A recuperação será árdua e longa do mesmo jeito, diante do nível de devastação que causou, inclusive sob as melhores circunstâncias”, acrescentou Holmes.

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