“Se não for possível avançar em um acordo sobre o status final, o risco é andar para trás, pondo em perigo tanto a solução de dois Estados como a autoridade palestina”, disse Serry ao Conselho de Segurança em seu relatório periódico.
Segundo explicou ao principal órgão de decisões das Nações Unidas, o processo enfrenta “o perigo de um vazio político”.
Serry, que na quarta-feira se reuniu em Washington com o enviado especial dos EUA para o Oriente Médio, George Mitchell, destacou que o grupo negociador (EUA, Rússia, União Europeia e ONU) tem um papel-chave para revitalizar essas negociações.
Segundo o coordenador da ONU, no momento em que 2009 chega a seu fim “as negociações entre israelenses e palestinos estão ainda para serem retomadas, a confiança entre as duas partes é baixa (…) e as tensões persistem em Jerusalém”.
A esse panorama complicado, como disse Serry, se somam as ações do grupo radical Hamas e de Israel, que “não contribuem à estabilidade e ao bem-estar de Gaza”, além do fato de na Cisjordânia haver também elementos negativos, apesar dos progressos.
O representante da ONU recomendou a Israel “fazer mais” e, concretamente, “iniciar compromissos do Mapa de Caminho e se preparar para negociar sem ambiguidades, resolvendo assuntos centrais”, incluindo Jerusalém.
Serry, que também é enviado especial do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, para esse conflito, ressaltou que é preciso pôr fim ao bloqueio de Gaza, para dar início a um período de calma e responsabilidade de todos os envolvidos.