As agências das Nações Unidas expressaram hoje preocupação com a eventual falta de alimentos na Coréia do Norte por causa das inundações registradas no país.
“A falta de alimentos é crônica na Coréia do Norte, medications há altos níveis de déficit alimentar no país, e após as inundações pode-se chegar a uma situação de insegurança alimentar”, afirmou em entrevista coletiva o porta-voz do Programa Mundial de Alimentos (PAM), Simon Pluess.
No entanto, Pluess especificou que ainda não há dados suficientes sobre a situação e não se pode determinar com exatidão a magnitude do problema.
“As chuvas atingiram as principais áreas de produção, as plantações de arroz, o que infelizmente é muito preocupante”, acrescentou Pluess, que destacou que estão à espera da resposta do governo.
Segundo o relatório divulgado hoje pelo Escritório de Coordenação da Ajuda Humanitária (OCHA), as províncias mais atingidas são Kangwon, Hwanghae, Hamgyong e Phyongan.
Devido à pouca informação fornecida pelo governo coreano, as agências não têm dados confiáveis e atualizados sobre os afetados, por isso só deram como certo o número de que pelo menos 300 mil pessoas estão desabrigadas.
No entanto, contam com os dados reunidos pelos poucos funcionários internacionais que estão no terreno e que na terça-feira, graças a um convite do governo, conseguiram fazer uma avaliação inicial dos danos.
O relatório indicou que aproximadamente 10% dos cidadãos deixaram suas casas, 70% das terras foram afetadas e 50% dos hospitais ficaram destruídos.
A porta-voz da Organização Mundial da Saúde (OMS) em Genebra, Fadela Chaib, explicou que o maior centro de reservas de remédios do país foi gravemente afetado, por isso se teme uma urgente necessidade de remédios.
Chaib afirmou que, por enquanto, não foram registrados casos de doenças epidêmicas.
Ela mostrou sua preocupação com a situação das crianças devido a suas especial vulnerabilidade diante das catástrofes e anunciou que a agência supervisionará a volta às aulas, previstas para dentro de um mês.
Muitas das escolas estão sendo usadas como locais de abrigo temporário.
A porta-voz informou que atualmente colaboram nas tarefas de ajuda cerca de 6 mil voluntários da Cruz Vermelha, todos norte-coreanos.
Do 7 a 12 de agosto, a Coréia do Norte recebeu a metade de precipitações registradas ao ano no país.