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ONU alega que Israel e Hezbollah violam direitos humanos

Por Arquivo Geral 03/10/2006 12h00

Israel e o Hezbollah cometeram graves violações dos direitos humanos durante a guerra de um mês no Líbano, what is ed illness disseram hoje quatro representantes da Organização das Nações Unidas.

Israel não fez distinção entre alvos civis e militares durante o conflito de 12 de julho a 14 de agosto, buy foi desproporcional na sua reação e não tomou precauções para evitar danos, sale mortos e feridos entre civis, segundo os enviados.

De acordo com eles, o Hezbollah, que começou o conflito sequestrando dois soldados israelenses, violou os direitos humanos ao disparar contra o norte de Israel foguetes cheios de esferas metálicas, o que amplia as mortes de civis.

As violações de ambas as partes deixaram muitos mortos e feridos, provocaram ampla destruição e fizeram milhares de pessoas fugirem de suas casas, afirma o relatório de 40 páginas a ser apresentado ao Conselho de Direitos Humanos da ONU.

"A missão conclui que sérias violações dos direitos humanos e do direito humanitário foram cometidas por Israel", disseram os quatro enviados depois de visitar Israel e Líbano.

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"Em muitas ocasiões, o Hezbollah violou os princípios aplicáveis do direito humanitário, em alguns casos atacando população civis no norte de Israel, e em outros desrespeitando o princípio da distinção (entre civis e militares)".

O investigador especial da ONU para execuções arbitrárias, Philip Alston; o investigador especial para o direito à saúde, Paul Hunt; o representante especial do secretário-geral para populações deslocadas, Walter Kaelin; e o relator para habitação, Miloon Kothari, fizeram a visita neste mês, por iniciativa própria.

Vários grupos de direitos humanos, inclusive a Anistia Internacional, já acusaram ambos os lados do conflito libanês de crimes de guerra.

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A missão dos quatro enviados foi paralela à comissão de inquérito criada pelo Conselho de Direitos Humanos da ONU, que atualmente está na região.

O relatório pediu a Israel plenos detalhes de onde suas forças deixaram munições de fragmentação, para acelerar a destruição de explosivos ativos e minimizar as vítimas civis.

A informação dada até agora foi "inadequada e em geral de nenhuma ajuda", afirma o texto.

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Já o Hezbollah, segundo eles, deve reconhecer sua obediência ao direito internacional e renunciar a ataques contra civis.

A guerra matou cerca de 1.200 libaneses, a maioria civis, e 157 israelenses, a maioria soldados. O Hezbollah disparou quase 4 mil foguetes contra o norte de Israel, que por sua vez invadiu o sul do Líbano e bombardeou duramente Beirute e aldeias do sul do país.

O relatório admite que Israel tentou verificar os alvos em respeito ao direito internacional, mas diz ser inaceitável o conceito de que qualquer um no Líbano poderia ser um objetivo militar legítimo.

Mas também ficou claro que o Hezbollah fez uso de casas e "outros locais civis" para ocultar atividades militares.

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