Menu
Mundo

ONU afirma que crianças estão sofrendo mais por causa de conflitos armados

Arquivo Geral

17/10/2007 0h00

As crianças sofrem mais do que nunca com o impacto devastador das guerras, website like this apesar da diminuição dos grandes conflitos e da nova luta contra a impunidade, treat segundo um relatório apresentado hoje pela ONU.

O documento mostra que, em 2006, mais de 18 milhões de crianças tiveram de abandonar suas casas por causa da violência.

Além disso, metade dos menores que não vão à escola no mundo vive em países em conflito, e sete dos 15 Estados com maior número de crianças com aids atravessam um período de guerra.

Esses são alguns dos números incluídos no relatório apresentado hoje à Assembléia Geral pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela representante especial da ONU para crianças em conflitos armados, Radhika Coomaraswamy.

“O impacto da guerra nas crianças é mais brutal que nunca e viola todos os direitos dos menores”, afirma o estudo.

O documento é uma avaliação do progresso obtido desde a aparição há 10 anos do estudo de Graça Machel, mulher de Nelson Mandela. O relatório dela classificou pela primeira vez o sofrimento das crianças em conflitos armados.

Desde então, foram criados mecanismos de justiça como o Tribunal Penal Internacional ou o Tribunal Especial de Serra Leoa. Neles são julgados os responsáveis pela crueldade contra a população infantil, como o recrutamento de crianças para serem soldados.

Calcula-se que há pelo menos 250 mil meninos e meninas soldados atualmente no mundo, principalmente na África. Além disso, também há crianças na mesma situação na Ásia e em países do continente americano como Haiti e Colômbia, onde guerrilhas e paramilitares as utilizam.

O número de “grandes conflitos armados” caiu de 30 (1996) para 17 (2006). No entanto, estes foram sendo substituídos por enfrentamentos de baixa intensidade, igualmente letais.

O relatório afirma que 75% das crianças nascidas na fase mais intensa do conflito do Congo entre 1998 e 2001 morreram antes de completarem dois anos.

Em 2006 foram identificados 56 conflitos de baixa intensidade, que costumam ser protagonizados por grupos que se beneficiam do tráfico de armas leves e se alimentam da exploração de recursos naturais.

Os grupos costumam ter métodos brutais, segundo o relatório. O documento afirma que os menores também são vítimas de táticas de terror, como a violência sexual.

Ishmael Beah, uma ex-criança-soldado de Serra Leoa e autor do livro “Muito Longe de Casa” que também participou da apresentação do relatório, disse que o único avanço destacável na última década é que há maior atenção para o assunto.

“Embora às vezes não se vislumbre muito progresso, não quero que o pessimismo impere, porque há dez anos sequer se falava do tema”, afirmou.

Anexados ao relatório estão depoimentos de 1,7 mil crianças e jovens de 92 países que responderam a questionários específicos.

“As pessoas deveriam perceber que somos o futuro”, disse uma jovem colombiana de 16 anos que não quis se identificar.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado