A representante especial da ONU para as crianças nos Conflitos Armados, Radhika Coomaraswamy, advertiu nesta quarta-feira às forças leais ao líder Muammar Kadafi e aos rebeldes que o recrutamento de menores de idade como combatentes pode representar um crime de guerra.
A diplomata cingalesa afirmou que recebeu denúncias de grupos de direitos humanos, da imprensa e de testemunhas de que menores estariam participando dos combates no país norte-africano, e que alguns deles teriam morrido.
“Lembro ao Governo da Líbia, às forças governamentais e aos grupos da oposição que são obrigados pelo direito internacional a proteger os menores durante os combates e que o recrutamento de crianças pode constituir um crime de guerra”, disse Radhika em comunicado de imprensa.
Ao mesmo tempo, assegurou que as Nações Unidas acompanham de perto o desenvolvimento da crise na Líbia, que, segundo ela, teve graves consequencias para a população infantil do país.
As tropas leais a Kadafi mantiveram nesta quarta-feira uma intensa ofensiva sobre a região controlada pelos rebeldes líbios, que voltaram a reivindicar a ajuda da comunidade internacional para acabar com a morte de civis.
As forças leais a Kadafi lançaram um ataque por terra e ar sobre a região petrolífera de Ras Lanuf, a cerca de 350 quilômetros ao oeste de Benghazi e cujas instalações contêm perigosos depósitos, que, se explodirem, poderiam causar um desastre de grandes proporções, segundo a emissora “Al Jazeera”.