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ONU adia votação sobre resolução para proteger navegação no Estreito de Ormuz

O Conselho de Segurança postergou a análise de proposta do Bahrein em meio a tensões no conflito entre Irã, EUA e Israel.

Redação Jornal de Brasília

04/04/2026 12h29

estreito de ormuz

Estreito de Hormuz. Foto: iStock

O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) adiou a votação de uma resolução proposta pelo Bahrein para proteger a navegação comercial no Estreito de Ormuz, que poderia incluir o uso da força.

A reunião inicial estava marcada para esta sexta-feira (3), mas foi postergada sem uma nova data anunciada. Diplomatas envolvidos avaliam que a votação ocorra na próxima semana.

O Estreito de Ormuz, localizado na costa norte do Irã, é uma das principais rotas marítimas globais, conectando o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e vital para o transporte de petróleo e produtos agropecuários.

O tráfego na área tem sido afetado desde os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã no final de fevereiro, iniciando um conflito que já dura mais de um mês. O Irã tem controlado a passagem de navios, interrompendo cerca de um quinto dos embarques mundiais de petróleo e gás natural liquefeito, o que causou interrupções no fornecimento e elevação nos preços do petróleo.

O Bahrein, que preside atualmente o Conselho de Segurança, finalizou um esboço de resolução na quinta-feira (2) que autoriza ‘todos os meios defensivos necessários’ para proteger a navegação comercial em Ormuz. O texto enfrenta resistência da China e da Rússia, apesar de ajustes para atenuar sua forma original.

A China, membro permanente com poder de veto, opõe-se explicitamente a qualquer autorização para o uso da força, dada sua forte parceria estratégica e econômica com o Irã, principal fornecedor de petróleo ao país asiático.

O Bahrein, apoiado por outros países árabes do Golfo e pelos Estados Unidos, removeu referências explícitas à aplicação obrigatória da força para superar objeções, especialmente de Rússia e China. A resolução autoriza as medidas por pelo menos seis meses, até decisão em contrário do Conselho.

Especialistas consultados avaliam que os ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã visam a troca de regime em Teerã, com o objetivo de deter a expansão econômica da China, vista como ameaça por Washington, além de consolidar a hegemonia política e militar de Israel no Oriente Médio.

Com informações da agência de notícias Reuters.

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