Atualizada às 10h53
Negociações entre as principais potências comerciais para salvar a Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC) fracassaram hoje, sales visit this colocando em dúvida o futuro das negociações para um acordo global de livre comércio.
Um diplomata bem informado afirmou: "As conversas do G6 fracassaram. Ainda não está claro que opções existem além da suspensão (da Rodada de Doha)."
O diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, disse a ministros das seis potências comerciais ontem que ele cancelaria a Agenda de Desenvolvimento de Doha (ADD) – lançada em 2001 para aliviar a pobreza e fortalecer a economia global – caso o impasse não fosse rapidamente superado.
"Lamy disse que se não houvesse um resultado, ele proporia a suspensão da ADD", disse um diplomata, segundo o qual um anúncio do diretor da OMC poderia ser feito já hoje.
Os ministros dos países do G6 – que reúne Austrália, Brasil, Índia, Japão, União Européia e Estados Unidos – não conseguiram romper o impasse numa sessão de negociações que durou 14 horas ontem. Eles deveriam retomar o diálogo hoje.
Eles têm tentado chegar a um acordo sobre como incentivar o comércio de produtos agrícolas e industriais. Mas não houve avanço na reunião de ontem na importante área de subsídios agrícolas, onde os EUA estão sob pressão para fazer mais concessões.
"Não houve nenhum movimento na questão do apoio doméstico. Teremos novo encontro amanhã (segunda-feira) para ver se as coisas mudaram durante a noite ou se surgiram novas idéias", disse Mariann Fischer Boel, comissária da UE para a Agricultura ontem.
Os EUA não se pronunciaram. Washington tem insistido que a UE e outros membros da OMC considerados "protecionistas" precisam concordar em reduzir suas barreiras tarifárias agrícolas antes de mudar seus próprios subsídios.
Diplomatas disseram que o fracasso no encontro do G6, que já fez várias vezes um "último esforço" para chegar a um acordo, deixaria a OMC sem tempo suficiente para completar os detalhes de um complexo acordo mundial de comércio até o fim do ano.
Os negociadores determinaram um prazo de conclusão para a Rodada de Doha até o final deste ano, já que em 2007 expira um mecanismo constitucional que dá ao presidente dos EUA poderes especiais para negociar sobre comércio.
A rodada tem sido classificada como uma chance única de impulsionar o crescimento global e retirar milhões de pessoas da pobreza.
Após prometer que seus negociadores seriam mais flexíveis, o G8 (que reúne as oito principais potências industriais) determinou na semana passada o objetivo de conseguir romper até meados de agosto o impasse nas discussões sobre produtos agrícolas e manufaturados.
Os países do G6 são responsáveis por três quartos do comércio mundial e representam um amplo leque de interesses comerciais.
Lamy disse que os EUA precisam oferecer maiores cortes em seus subsídios agrícolas, a UE deve diminuir suas barreiras contra a importação de produtos agrícolas e os grandes países em desenvolvimento precisam abrir seus mercados aos produtos industrializados.
Washington sustenta que sua oferta de cortar em 60% o valor máximo de seus subsídios domésticos é significativa, mas seus adversários na negociação argumentam que, na prática, os gastos reais com subsídios a seus produtores continuariam os mesmos.
O Paquistão está construindo um reator que pode produzir plutônio suficiente para 40 a 50 armas nucleares, online no que pode ser uma grande expansão de seu programa nuclear, drug relatou hoje o jornal The Washington Post.
Fotos de satélite mostram o que parece ser uma unidade de construção de um reator nuclear maior, adjacente ao único reator de produção de plutônio do Paquistão, de acordo com uma análise de especialistas nucleares do Instituto para a Ciência baseado em Washington, disse o jornal.
Os analistas concluíram que o diâmetro da cobertura de metal da estrutura sugere um enorme reator "operando em excesso de mil megawatts térmicos", relatou o Post.
"Tal reator pode produzir mais de 200 quilogramas de plutônio por ano, no nível utilizado para armamentos, considerando-se que a unidade opere em sua capacidade máxima por modestos 220 dias por ano", disse o jornal, citando a avaliação técnica. "Com quatro ou cinco quilogramas de plutônio por arma, esse estoque permitiria a produção de mais de 40 ou 50 armas por ano".
Atualmente o Paquistão é capaz de produzir cerca de dez quilogramas de plutônio por ano, o suficiente para duas ogivas, disse o Post.
A construção do novo reator começou, aparentemente, em 2000. Em abril de 2006, o telhado da estrutura ainda estava incompleto, permitindo uma vista livre das características do reator, relatou o jornal.
"A Ásia Meridional pode estar entrando em uma corrida nuclear que poderia levar ao crescimento dos arsenais em centenas de armas nucleares ou, no mínimo, reservas largamente expandidas de material militar", concluíram David Albright e Paul Brannan, do instituto, em uma avaliação técnica.
O artigo dizia que uma cópia da avaliação foi fornecida ao Washington Post.
Autoridades paquistanesas não confirmaram nem negaram o relatório, mas uma importante autoridade paquistanesa, falando sem se identificar, admitiu que estava acontecendo uma expansão nuclear, relatou o Post.
O jornal disse que um diplomata e especialista nuclear da Europa e um especialista dos EUA que observaram as imagens de satélite, disponíveis comercialmente, e os dados de apoio, concordaram completamente com as considerações do instituto.
Os Estados Unidos vão fornecer em breve a Israel cerca de cem bombas "contra bunkers", medications que seriam usadas para matar o líder do Hezbollah do Líbano e destruir seus esconderijos, disse hoje o jornal Asharq al-Awsat.
Citando fontes não identificadas em Washington e Tel Aviv, o jornal saudita disse que as bombas, que podem penetrar até 40 metros sob o solo, seriam enviadas a Israel de uma base militar dos EUA no Qatar.
Israel vem bombardeando o Líbano desde que o Hezbollah matou oito soldados e capturou outros dois em 12 de julho. Cerca de 320 pessoas, quase todas civis, foram mortas no Líbano e 37 em Israel.
Em pelo menos duas ocasiões, a força aérea israelense atingiu prédios de Beirute no que a mídia descreveu como tentativas de assassinar o líder do Hezbollah, Hassan Nasrallah, e importantes membros do grupo.
Nasrallah escapou das duas tentavias de assassinato e disse que outros importantes membros do Hezbollah também sobreviveram. Alguns especialistas militares de Israel culpam o fracasso das missões à ausência de bombas capazes de penetrar os bunkers do comando do Hezbollah.
Em 2004, Israel quis comprar dos EUA algumas bombas capazes de destruir bunkers. A aprovação da venda de cem bombas GBU-28 pelo Pentágono, capazes de penetrar sete metros de concreto, foi dada no ano passado, mas o Ministério da Defesa de Israel, em meio a reduções no orçamento, decidiu-se contra a compra.
Os californianos sofreram com uma onda de calor que atingiu temperatura recorde ontem, discount enquanto em outras regiões dos Estados Unidos, treatment como Saint Louis e Nova York, health os moradores enfrentam blecautes desde a semana passada.
Na tarde de ontem, 100 mil casas e escritórios na Califórnia estavam sem luz. Até em lugares tradicionalmente mais frescos, como San Francisco (que chegou a ter 30ºC no sábado), as temperaturas atingiram recordes.
Em cidades mais acostumadas ao calor, como Palm Springs, no vale de San Fernando perto de Los Angeles, a onda de calor já entrou para a história. Ontem, em Woodland Hills, a temperatura ultrapassou os 37,7ºC pelo 18º dia consecutivo. Um homem morreu, aparentemente em razão do calor, após ter sido levado de um asilo em Stockton para um hospital. A notícia levou à evacuação dos outros 105 pacientes da mesma casa de saúde, segundo a rádio KCBS-AM, da região da Baía de San Francisco. O ar-condicionado não estava funcionando no local. Ontem, a temperatura atingiu 46ºC em Stockton.
Cerca de 800 mil californianos enfrentaram falta de energia durante horas no fim de semana, em razão do uso exagerado de ar-condicionados para fazer frente a temperaturas de até 50ºC em Palm Springs e 43ºC no Vale de San Fernando. No norte do estado, Sacramento viveu a marca recorde de 42,7ºC, enquanto os termômetros chegaram a 44,4ºC em Red Bluff e Modesto.
O calor diminuiu um pouco no sul do estado ontem, mas deve aumentar novamente hoje, sobrecarregando a rede de abastecimento de energia. Apesar do alto consumo, não estão previstos blecautes, disse Gregg Fishman, porta-voz da California Independent System Operator, que gerencia a rede de energia elétrica.
Nos estados de Missouri e Illinois, a Cruz Vermelha está abrigando pessoas de 750 casas e entregou refeições a 50 mil residências que ficaram sem energia.
O presidente George W. Bush aprovou um pedido feito na sexta-feira pelo Missouri de auxílio financeiro emergencial. A decisão presidencial abre caminho para que seja prestada ajuda federal. Um total de 1,1 milhão de casas e escritórios ficaram sem energia em algum momento no estado desde quarta-feira, disse a Ameren Corp., proprietária da companhia energética local.
Na cidade de Nova York, cerca de 9 mil residências do bairro do Queens ficaram sem energia ontem, uma queda no número de afetados pela interrupção no fornecimento, que chegou a 25 mil na quinta-feira.