Segundo fontes médicas citadas pela agência iraquiana, more about “Aswat Al Iraq”, entre as vítimas há civis e homens armados.
As autoridades iraquianas impuseram o toque de recolher em Bagdá a partir das 23h00 local (16h00 no horário de Brasília) da quinta-feira passada, até às 5h00 da manhã desse domingo, depois que a cidade também passou a sofrer com os enfrentamentos que explodiram inicialmente em Basra, a 550 quilômetros ao norte do Iraque.
As forças americanas anunciaram hoje a morte de 32 homens armados em vários enfrentamentos ocorridos entre ontem e hoje em diferentes pontos de Bagdá.
Os enfrentamentos começaram na segunda-feira passada depois que o primeiro-ministro iraquiano, Nouri al-Maliki, anunciou que seria iniciada em Basra uma operação de segurança conhecida como “Carga de Cavalaria”, dirigida por ele mesmo, com o objetivo de “impor na cidade o império da lei”.
Nouri al-Maliki comparou as milícias com a Al Qaeda, afirmando que aquelas são piores que este grupo terrorista.
Em declarações para a televisão, após uma reunião com xeques de tribos de Basra, al-Maliki disse que não abandonará esta cidade até que a situação esteja totalmente controlada.
O chefe das operações, Abdul Karim Khalaf, insistiu hoje aos jornalistas que “o plano de segurança tem como fim impor a lei e a soberania no estado de Basra e não (acabar com) uma corrente política”.
A afirmação de Klalaf faz referência às repetidas acusações dos seguidores de al-Sadr que sustenta que com estas operações o Governo pretende acabar com sua milícia.
“Achávamos que a decisão de não continuar com nossas atividades ia ser correspondida pelo Governo”, assegurou Maha al Dawri, deputado da corrente de al-Sadr, antes de adicionar que, no entanto, se deparou com a transferência (por Maliki) de seus ministros à Basra e lançou um ataque que viola os direitos humanos.
As milícias fiéis a Sadr, acusadas por seus detratores pela tortura e morte de milhares de pessoas após a explosão da violência sectária em fevereiro de 2006, decidiram em meados de 2007 por parar suas atividades, o que contribuiu para reduzir drasticamente os níveis de violência no país.
Desde o começo dos choques na segunda-feira passada já morreram mais de 300 pessoas em Basra e em outras cidades do sul do país.
Al-Maliki deu um ultimato à milícia até o dia 8 de abril para que entregue suas armas e, em troca, lhes ofereceu dinheiro.
No entanto, insistiu que não fará negociações e que quem não atender ao seu pedido terá que enfrentar a morte.
Frente à determinação de al-Maliki de não dialogar, o grupo de Sadr tentou em várias ocasiões iniciar negociações.
O parlamentar sadrista, Hassan Rafi, afirmou hoje ao canal iraquiano “Al-Iraquiya” que acreditava no sucesso da comissão criada ontem pelo Parlamento com a iniciativa do ex-primeiro-ministro Ibrahim Jaafari e do presidente da Câmara, Mahmoud al Mashadani, para pôr fim à grave crise de segurança suscitada no país.