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Onda de calor na Grécia já matou 15 pessoas e provocou 2 mil incêndios

Arquivo Geral

26/07/2007 0h00

O forte calor registrado no verão grego já matou 15 pessoas, viagra buy deixou centenas de desabrigados e 45 mil hectares queimados devido aos 2 mil incêndios registrados em menos de um mês, com temperaturas de até 45ºC à sombra.

Pelos cálculos do Observatório de Atenas, a onda de calor que atingiu o território grego nos últimos seis dias é a mais prolongada e a mais intensa a afetar a Grécia nos últimos 110 anos, com temperaturas de uma média de 42ºC.

As altas temperaturas foram a causa direta da morte de cinco idosos. Quatro moradores da ilha de Corfu morreram esta semana após serem internados no hospital com sintomas de insolação, e uma idosa da localidade de Edesa (norte) morreu na quarta-feira.

Dos dez mortos devido aos incêndios registrados desde o fim de junho, cinco pertencem a equipes antiincêndios: três bombeiros morreram em 11 de julho na ilha de Creta, enquanto combatiam o fogo, enquanto dois tripulantes de um avião-cisterna morreram na segunda-feira quando o aparelho caiu na ilha de Eubea.

Outras duas pessoas morreram no centro do país em 28 de junho por causa das chamas. Três idosos morreram carbonizados na quarta-feira em um devastador incêndio que destruiu 30 mil hectares de florestas, terras cultiváveis e muitos povoados no norte da península de Peloponeso, a 20 quilômetros de Atenas.

O incêndio, que já foi controlado, deixou, além das vítimas fatais, uma pessoa ferida gravemente e centenas de famílias desabrigadas. Helicópteros militares precisaram evacuar na quarta-feira à noite moradores de dois povoados de Peloponeso, na Prefeitura de Achaia, que ficaram encurralados pelas chamas que consumiram metade das florestas da região, conhecida por sua beleza natural única e uma grande atração turística.

As autoridades locais responsabilizaram o comando geral de bombeiros de não intervir a tempo para evitar a propagação do fogo, o que, segundo elas, “culminou em um desastre total”. Cerca de 24 horas depois, 150 bombeiros, 100 soldados e 75 caminhões-cisternas, auxiliados por helicópteros, estão a postos para apagar os focos de incêndio que possam surgir devido aos fortes ventos que sopram na região.

Achaia, na turística ilha jônica de Cefalonia, onde 10% das florestas foram destruídas nas últimas horas, e a ilha de Chios, no sudeste do Mediterrâneo, foram declaradas em estado de emergência por causa do risco de que os incêndios ressurjam, enquanto ainda estão ativos outros dez focos menores.

O recorde de focos de incêndios, 106 em 12 horas e 126 em 24 horas, deu-se na quarta-feira nos quatro pontos cardeais do país, incluindo aqueles que começaram em países próximos e ultrapassaram as fronteiras do norte.

A Grécia foi obrigada a combater uma média de cem incêndios por dia com os 21 aviões-cisterna Canadair que o país possui, um a menos após um aparelho ter caído enquanto combatia um incêndio na ilha de Eubea e os dois tripulantes terem morrido.

Os bombeiros trabalham na empreitada desde 10 de junho e declaram que “não conseguem pôr fim” ao fogo. Por isso, o Governo grego anunciou esta semana a contratação de 1.300 novos bombeiros e ordenou que sejam realizadas patrulhas de 24 horas nas regiões de risco depois que 4 mil hectares foram destruídos no monte de Parnitha, área florestal de Atenas, no fim de junho.

O jornal ateniense Ta Nea indica que a Grécia pediu ajuda pela segunda vez à União Européia (UE) para que seus membros forneçam aviões-cisternas ao país, mas não há atualmente aparelhos disponíveis, e apenas a Rússia enviou um helicóptero.

O porta-voz do serviço de bombeiros em Atenas, Nikos Tsongas, declarou à imprensa que “estão fazendo o possível”, e os moradores se queixam de que “não há meios suficientes para enfrentar os focos de incêndios”. O primeiro-ministro, Kostas Karamanlis, prometeu hoje em Atenas que “todos os desabrigados serão indenizados”.

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