A Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou hoje que a capacidade mundial de produção de vacinas contra a nova gripe é de 3 bilhões de doses por ano, 2 bilhões a menos do que previa em maio.
“A capacidade de fabricação mundial é limitada, inadequada e não pode ser facilmente aumentada”, afirmou.
Além disso, informou que os resultados dos estudos clínicos realizados até o momento indicam que só será necessária uma dose para imunizar de maneira efetiva crianças e adultos em bom estado de saúde.
“Isso duplica o número de pessoas que podem ficar protegidas com o atual fornecimento”, comparado à anterior estimativa, disse o organismo, diante de que existiam sérias dúvidas sobre a necessidade de uma segunda vacinação de reforço para que o nível de proteção fosse apropriado.
Sobre a vacina em si, a OMS afirmou que é “tão segura quanto a da gripe sazonal” e que pode causar efeitos colaterais semelhantes, como dor muscular, febre, dor de cabeça, entre outros.
“Em quase todos os casos, esses sintomas são leves e se limitam a um ou dois dias”, afirmou, embora também reconheceu que nem mesmo testes clínicos muito amplos podem identificar efeitos raros que “podem aparecer quando uma vacina pandêmica é administrada a milhões de pessoas”.
Por isso, recomendou que todos os países acompanhem de perto a segurança da vacina e informem sobre qualquer efeito anormal.
Em uma nota informativa sobre a nova gripe, divulgada hoje, a OMS considera que o fornecimento de vacinas previsto “é inadequado para cobrir uma população mundial de 6,8 bilhões de pessoas e na qual cada um é, virtualmente, suscetível a se infectar com o novo e altamente contagioso vírus”.
Segundo a OMS, a vacina para o vírus pandêmico tem maior impacto como “estratégia preventiva” e se for administrada antes que a incidência de casos fique elevada.
Lembra que vários países já pediram aos laboratórios vacinas suficientes para cobrir toda sua população, mas essas medidas estão reservadas a nações com recursos econômicos suficientes.
“A maioria dos países de renda média e baixa não tem dinheiro para competir por uma parte dessas vacinas”, afirma a OMS, que antecipa que estas nações dependerão, em grande medida, de doações tanto dos fabricantes quanto de outros Estados.
Um grupo de nações – que inclui Brasil, Estados Unidos, Austrália, França, Itália, Nova Zelândia, Noruega, Suíça e Reino Unido – anunciou recentemente doações dessas vacinas, cuja distribuição será coordenada pelo organismo de saúde.
De acordo com as primeiras avaliações, essas contribuições permitirão distribuir, a partir de novembro, 300 milhões de doses entre 90 países, onde o pessoal de saúde será prioritário para receber a vacina.