A Organização Mundial de Saúde (OMS) publicou hoje uma lista de recomendações para reduzir o impacto da nova gripe nos países menos desenvolvidos, onde a ameaça é mais grave pela precariedade do sistema sanitário e pela falta de recursos econômicos.
“Embora o vírus seja idêntico em todos os lados, é provável que o impacto da pandemia seja maior em países com um sistema sanitário débil, problemas de saúde e recursos limitados”, afirma o documento.
Para amenizar dentro do possível os efeitos da doença, o texto recomenda “identificar e dar prioridade às áreas onde é provável que a doença se propague mais rápido (lugares com alta concentração de pessoas ou fechados) e aos grupos de pessoas de alto risco” e que poderiam falecer por doenças preexistentes, por gravidez ou por ter um limitado acesso à saúde.
Além disso, defende a importância de preparar o pessoal sanitário para “reconhecer, classificar e tratar doenças respiratórias agudas e pneumonias”.
Neste sentido, a OMS aconselha que se aumente em 30% as reservas de remédios para a pneumonia.
Em relação ao tratamento da gripe, o documento convida aos Governos a “informar e educar à população para o cuidado em caso de sintomas leves da gripe”, assim como dar tratamento antiviral aos doentes mais graves (quando o remédio esteja disponível).
“Nos países onde o sistema sanitário está saturado por doenças como a AIDS, a tuberculose e a malária terão grandes dificuldades para conduzir o aumento de casos quando a pandemia se estenda”, prevê o documento da OMS.
Com isso se recomenda manter a assistência sanitária para doenças graves, mantendo reservas de remédios para o tratamento que cubram a demanda por 8 a 12 semanas.
A OMS redigiu este documento junto com outras organizações internacionais como Unicef, a Federação Internacional da Cruz Vermelha e o Crescente Vermelho (FICV) e o Escritório das Nações Unidas para Assuntos Humanitários (OCHA).