A Organização Mundial da Saúde (OMS) aconselhou hoje os países do Hemisfério Norte a se prepararem para a segunda onda da nova gripe, e advertiu que atualmente o AH1N1 é o vírus dominante da doença que predomina na maior parte do mundo.
“Os exames realizados em vários locais com surtos demonstram que o vírus pandêmico AH1N1 se estabeleceu rapidamente e agora é a cepa dominante de gripe na maior parte do mundo”, afirmou a OMS em um documento divulgado esta tarde.
“A pandemia continuará nos próximos meses já que o vírus continua se movimentando entre povoações suscetíveis de serem infectadas”, acrescenta a OMS.
O organismo ressalta que, embora a maioria dos casos seja leve, haverá um aumento de doentes graves que sobrecarregarão os sistemas de saúde.
“Um grande número de pessoas no mundo continua sendo suscetível de se infectar. E inclusive se continuar o atual padrão de doença leve, o impacto da pandemia durante a segunda onda pode ser pior à medida que houver mais afetados”, afirmou o organismo em documento divulgado esta tarde.
A OMS afirma que o grande número de pessoas doentes que precisam de cuidados intensivos será “o assunto mais urgente para os serviços de saúde, criando pressões que poderão superar estas unidades de vigilância intensiva e possivelmente entorpecendo o abastecimento (das Ucis) para outras doenças”.
A organização lembra que os grupos de risco são as grávidas e as pessoas com certas patologias, como doenças respiratórias, entre elas asma, cardiovasculares, diabetes e imunodepressoras.
A obesidade também é um fator agravante, e a OMS lembra que esta patologia atualmente é “uma epidemia global”.
De acordo com o último balanço divulgado hoje pela OMS, 2.185 pessoas morreram por causa da gripe, enquanto os infectados e com diagnóstico verificado em laboratório já são mais de 209 mil.
Segundo a atualização de dados realizada semanalmente pela entidade, o continente americano continua sendo de longe o mais afetado, com mais de 110 mil casos confirmados e 1.876 mortos.
Em seguida vem a Europa, com 42.557 casos e 139 mortes, de acordo com as contas do organismo.