A Organização Mundial da Saúde (OMS) expressou hoje sua satisfação com o anúncio de nove países, incluindo o Brasil, de que doarão parte de suas vacinas contra a nova gripe para os países em desenvolvimento.
“Os atuais estoques de vacina pandêmica são inadequados para uma população mundial na qual, virtualmente, todo mundo é suscetível a ser infectado por este vírus novo e muito contagioso”, disse a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, em comunicado no qual agradecia as doações.
Os nove países que se comprometeram a doar 10% de sua produção de vacinas são Brasil, EUA, Austrália, França, Itália, Nova Zelândia, Noruega, Suíça e Reino Unido.
Segundo disse hoje, em entrevista coletiva, o porta-voz da OMS Gregory Hartl, a capacidade atual de produção de vacinas, de 94 milhões de doses por semana, é insuficiente para cobrir a população mundial.
Perguntado sobre que quantidade da população mundial a OMS acha que deve ser vacinada, Hartl não quis dar um número, mas insistiu em que, para a organização, “o grupo prioritário para receber vacinas são os funcionários da saúde”.
Depois, acrescentou, corresponde a cada país estabelecer quais são seus principais grupos de risco.
Hartl também informou que, “até agora, todos os testes clínicos feitos indicam que uma dose de vacina é suficiente para imunizar a pessoa”.
O porta-voz afirmou que as doações de vacinas que a OMS receber serão destinadas a “alguns dos 85 países do mundo que não têm acesso a elas”.
No entanto, ressaltou que existem vários critérios para que os países pobres sejam elegíveis para receber vacinas, um deles é que tenham estabelecido um plano de distribuição das mesmas entre sua população.
Segundo o último balanço, que a OMS publicará hoje e que Hartl antecipou, o vírus já causou no mundo pelo menos 3,486 mil mortos, e há mais de 300 mil casos.