Menu
Mundo

OLP acusa Israel de endurecer postura para retomar processo de paz

Arquivo Geral

10/12/2009 0h00

A Organização para a Libertação da Palestina (OLP) acusou Israel de endurecer sua postura nos esforços para retomar as negociações, depois que os israelenses aprovaram, em primeira leitura, um projeto de lei para realizar um plebiscito antes da evacuação de qualquer território ocupado em 1967.

“Rejeitamos completamente todas as tentativas sionistas de impedir qualquer retomada das negociações de paz”, disse hoje Saleh Rafat, membro do Comitê Executivo, principal instância da OLP.

O Knesset (Parlamento israelense) aprovou ontem um projeto de lei que obriga a realização de uma consulta pública sobre qualquer evacuação do território ocupado na Guerra dos Seis Dias (1967). Durante a disputa, Israel ocupou Cisjordânia, Gaza, Jerusalém Oriental, Sinai e Colinas do Golã.

A votação aconteceu depois que o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, anunciou na segunda-feira que a Síria agora está disposta a estabelecer negociações de paz com Israel sem fixar nenhuma condição prévia, o que a imprensa interpretou como se Damasco estivesse aceitando retirar sua reivindicação de completa retirada israelense das Colinas do Golã.

Após ocupar o Golã, Israel anexou o território por lei no início dos anos 80. Entretanto, para a OLP e a legislação internacional, a ocupação israelense de territórios árabes desde 1967 viola as resoluções internacionais e “Israel deve anunciar que está comprometido com estas resoluções”, disse Rafat à emissora “Voz da Palestina”.

O projeto de lei israelense requer ainda mais duas leituras antes de ser aprovado finalmente, e se aplica igualmente a Jerusalém Oriental, onde os palestinos querem estabelecer a capital de seu futuro Estado.

Rafat disse que a Autoridade Nacional Palestina (ANP) mantém contatos com vários Estados árabes antes de se dirigir ao Conselho de Segurança da ONU a fim de buscar o reconhecimento do Estado da Palestina.

“Esta medida tem por objetivo mostrar a Israel que a expansão dos assentamentos em Jerusalém e em todos os territórios palestinos é contra as resoluções internacionais”, destacou Rafat.

A rejeição de Israel em parar completamente a construção de colônias judaicas em Jerusalém Oriental e Cisjordânia faz com que a ANP decida não suavizar suas exigências para retornar à mesa de negociações, interrompidas há quase um ano.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado