A Organização dos Estados Americanos (OEA) fez uma convocação urgente hoje ao Conselho Extraordinário para analisar a situação em Honduras depois de o Governo de fato negar a entrada de uma missão do organismo ao país no domingo.
De antemão, a OEA entende que a situação se agravou a partir do retorno do presidente deposto Manuel Zelaya a Tegucigalpa, na semana passada, desde então refugiado na embaixada do Brasil.
A reunião será às 10 na hora local (11h no horário de Brasília).
Roberto Micheletti impediu a entrada no país de três funcionários da OEA e mais dois da Embaixada da Espanha porque em sua opinião este não era o momento oportuno.
Ao mesmo tempo, o Governo de fato sustentou que a Embaixada do Brasil perderá o status diplomático em 10 dias se não definir a situação do presidente deposto, Manuel Zelaya, que na segunda-feira passada retornou ao país e se estabeleceu na embaixada brasileira.
No início da noite de domingo, o secretário-geral da OEA, José Miguel Insulza, condenou a decisão das autoridades hondurenhas de impedir a entrada da comitiva da OEA, cuja missão era preparar a visita de vários chanceleres e do próprio Insulza ao país.
O secretário-geral lamentou a decisão e ressaltou que ações como esta “dificultam seriamente os esforços para promover a tranquilidade social em Honduras e a busca de soluções ao atual conflito político com base no diálogo e na reconciliação nacional”.
Neste contexto, Insulza quer analisar nesta segunda-feira com o Conselho a situação para decidir sobre futuras ações da organização.
O secretário-geral informou que “a OEA seguirá comprometida com a busca de uma solução pacífica à crise em Honduras”.