O Conselho Permanente da Organização dos Estados Americanos (OEA) convocou uma reunião extraordinária para hoje a fim de conhecer o último relatório sobre a situação na Bolívia, seek país que se encontra imerso em um conflito gerado pelo referendo autônomo que será realizado no próximo domingo no departamento de Santa Cruz.
O referendo em questão, viagra considerado ilegal pelo Governo do presidente Evo Morales, cost criou grandes tensões na Bolívia e teme-se inclusive um surto de violência durante o ato no domingo.
Por este motivo, o secretário de Assuntos Políticos da OEA, o ex-chanceler argentino Dante Caputo, viajou no dia 28 de abril, pela segunda vez, à Bolívia para receber das autoridades desse país uma proposta de diálogo com a oposição.
Segundo informou o organismo hemisférico, na sessão de hoje, Caputo apresentará um novo relatório ao Conselho Permanente.
Caputo havia viajado anteriormente à Bolívia para fazer gestões de aproximação entre o Governo e a oposição.
A viagem de Caputo dessa semana aconteceu após a visita que o chanceler boliviano, David Choquehuanca, realizou no final de semana passado a Washington onde se dirigiu ao Conselho da OEA.
Na reunião extraordinária do Conselho realizada no sábado passado, Choquehuanca disse que o Governo Morales “sempre estará disposto a dialogar” para solucionar o enfrentamento entre o Executivo e líderes regionais da oposição.
O Governo boliviano, “por mandato de seu povo e contra o atual conflito (…), estará sempre disposto ao diálogo, hoje mesmo, antes de 4 de maio, no próprio 4 de maio e depois de 4 de maio”, declarou o chanceler boliviano.
A data citada por Choquehuanca diz respeito ao dia em que será realizado o referendo autônomo convocado pela região de Santa Cruz e, pelo o que está previsto, será seguido por outros nos departamentos de Beni, Pando e Tarija em junho.
Santa Cruz é a região mais rica e desenvolvida da Bolívia e nela se encontram as estratégicas reservas de gás e petróleo do país.
A intenção de Santa Cruz de realizar o referendo de autonomia é considerada um desafio ao Governo Morales já que pode levar seu projeto indigenista ao fracasso.
Santa Cruz reivindica autonomia para, entre outras coisas, tramitar seus recursos econômicos e negociar de forma independente com La Paz a participação econômica desta região no resto do país.