Vários países ocidentais, incluindo Reino Unido e França, anunciaram nesta terça-feira (9) novas sanções contra organizações e israelenses ligados à violência e à expansão ilegal dos assentamentos na Cisjordânia ocupada, medidas classificadas como “vergonhosas” por Israel.
“Agimos de forma coordenada para impor sanções e outras medidas a fim de que os colonos extremistas prestem contas pela terrível violência que cometem contra civis palestinos”, afirmam Austrália, Canadá, França, Noruega e o Reino Unido em um comunicado conjunto.
“Há tempo demais, os colonos atuam quase com total impunidade, enquanto a expansão dos assentamentos e a criação de postos avançados continuam com o apoio e a ajuda do governo israelense”, acrescentam.
Estes países pedem a Israel que aja “rapidamente” para garantir que “os autores da violência na Cisjordânia prestem realmente contas” e não descartam “novas medidas”.
O governo israelense denunciou imediatamente “medidas vergonhosas”, tomadas em uma “tentativa de impor uma posição política sobre o direito dos judeus de se instalar na terra de Israel e sobre o conflito israelense-palestino”, reagiu o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Oren Marmorstein.
As medidas variam de um país para outro. Londres anunciou sanções contra “seis entidades e uma pessoa envolvidas no financiamento, facilitação e perpetração de atos de violência de colonos na Cisjordânia ocupada”.
As sanções canadenses contemplam “duas pessoas e cinco entidades”, enquanto a França, além de sancionar “quatro responsáveis por organizações de colonos e 21 colonos violentos”, proibiu a entrada do ministro de Finanças israelense Bezalel Smotrich em seu território.
No fim de maio, adotou uma medida semelhante contra o ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, outra figura da extrema direita.
Apesar dos protestos de vários países, Israel, que ocupa a Cisjordânia desde 1967, não tomou nenhuma medida concreta para conter a violência.
AFP