O presidente dos Estados Unidos, health Barack Obama, disse hoje que avista os primeiros “raios de esperança” para a economia do país, a qual, segundo ele, ainda estaria submetida a “uma grande tensão”.
Obama deu tais declarações ao término da reunião com o alto escalão de sua equipe econômica e um dia depois de um de seus principais assessores na matéria, Lawrence Summers, ter dito que há sinais de que a crise perde intensidade.
O presidente americano mencionou como positivo o fato de o crédito ter voltado a fluir rumo às pequenas empresas e lembrou o aumento nos níveis de refinanciamento de imóveis.
Além disso, Obama voltou a falar que os contribuintes americanos começarão a receber neste mês os cheques de restituição de impostos, o que permitirá que haja mais dinheiro circulando na economia.
Mesmo assim, o presidente dos EUA reconheceu que ainda há “muito trabalho a fazer” e ressaltou que o país continua perdendo empregos.
Os últimos dados oficiais, correspondentes ao mês de março, situam a taxa de desemprego em 8,5%, número que, segundo especialistas, pode subir até 10% no final deste ano.
“O povo está em uma situação difícil”, afirmou Obama, anunciando também, sem dar detalhes concretos, que sua administração adotará nas próximas semanas medidas adicionais para superar a crise.
“Começamos a ver um progresso”, destacou o presidente americano, acrescentando que está “absolutamente convencido” que se o país não perder a queda-de-braço com as dificuldades presentes, voltará a ter a economia no caminho certo.
Obama se reuniu hoje com o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner; o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke; a responsável pela Comissão Federal de Seguros de Depósitos, Sheila Bair, e a presidente da Comissão de Valores Mobiliários americana, Mary Schapiro.
Também compareceram ao encontro Lawrence Summers e Christina Romer, dois dos principais assessores de Obama para assuntos econômicos.
O presidente e sua equipe analisaram os últimos esforços governamentais para estimular a economia e estabilizar o setor financeiro, assim como a situação do setor imobiliário e o programa para sanear o balanço dos bancos que possuem os chamados “ativos podres”.
Entre os indícios encorajadores dos últimos dias está a projeção de lucros do banco americano Wells Fargo, que espera ganhar em torno de US$ 3 bilhões no primeiro trimestre, segundo anunciou a empresa na quinta-feira.
Além disso, diminuiu o número de pedidos semanais para obtenção de seguro-desemprego e cresceu o montante das previsões de vendas das cadeias varejistas que atuam nos EUA.
Outro dado animador foi divulgado na edição de hoje do “Wall Street Journal”, dizendo que um grupo de mais de 50 economistas consultados pela publicação antecipam que a recessão nos EUA acabará em setembro deste ano.
Os participantes da pesquisa do “Journal” preveem que o crescimento da economia americana sofrerá contração de 5% no primeiro trimestre deste ano e de 1,8% no segundo, para se recuperar no terceiro, quando se espera uma alta de 0,4%.
Os especialistas dizem que os EUA crescerão 1,6% nos três meses finais de 2009, mas alertam que será necessário esperar até o segundo semestre de 2010 para que a economia tenha a força necessária para reduzir as taxas de desemprego.