Menu
Mundo

Obama se reúne com chefes militares para analisar estratégia no Afeganistão

Arquivo Geral

24/11/2009 0h00

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, se reuniu hoje em um conselho de guerra com seus mais altos assessores para analisar o conflito do Afeganistão num momento em que se aproxima uma decisão de Washington sobre um eventual aumento de tropas nesse país.

À reunião assistiram o vice-presidente, Joe Biden, a secretária de Estado, Hillary Clinton, e outros altos conselheiros e representantes do Estado-Maior das Forças Armadas, disseram fontes oficiais.

Por enquanto, não se deram a conhecer detalhes do encontro, que se realizou a portas fechadas na Casa Branca.

Fontes citadas pela imprensa local indicaram que o presidente poderia aproveitar uma reunião similar que acontecerá na próxima segunda-feira para decidir um desdobramento de tropas adicionais nesse país.

Acrescentaram que Obama poderia decidir enviar ao redor de 32 mil soldados mais ao conflito que se iniciou há 8 anos, depois dos atentados de 11 de setembro de 2001.

O anúncio oficial poderia ocorrer durante a próxima semana, antes de uma reunião da Otan que será realizada no dia 7 de dezembro na Europa, segundo ditas fontes.

“O primeiro momento possível seria a próxima semana”, disse aos jornalistas o porta-voz da Casa Blanca Robert Gibbs, que não quis oferecer outros detalhes.

“Esta é uma decisão complicada. Acho que o povo dos EUA querem que o presidente tome um tempo para tomar a decisão correta, em vez de tomar uma decisão apressada”, acrescentou.

A possibilidade do aumento de tropas está sob estudo de Washington há dois meses, depois que o comandante dos Estados Unidos no Afeganistão, o general Stanley McChrystal, advertiu sobre uma deterioração da situação e disse que se necessitariam pelo menos 40 mil soldados para neutralizar o problema.

Nestes momentos os EUA contam com 68 mil militares que, junto com as tropas da Otan, integram um total de mais de 100 mil efetivos.

Os altos comandantes militares apresentaram ao presidente planos alternativos que incluem a adição de entre 10 mil até 45 mil soldados.

Além disso, os EUA tem ainda mais de 110 mil soldados no Iraque, país que invadiu em 2003, e suas Forças Armadas mostram sinais de desgaste com unidades que foram enviadas a zonas de guerra até cinco vezes.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado