Após ter passado as férias no Havaí, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, retorna nesta terça-feira a Washington com uma agenda cheia para 2011, que inclui uma reestruturação de seu Governo e a adaptação a um Congresso com maior presença republicana.
Após dez dias de descanso em seu estado natal, Obama retomará a atividade já no primeiro momento de sua chegada, quando tem prevista uma reunião com seu secretário de Defesa, Robert Gates.
Na quarta-feira acompanhará a posse do novo Congresso, no qual os republicanos terão a maioria na Câmara de Representantes e anunciaram que farão o que lhes for possível para cancelar algumas das grandes conquistas do presidente, como a reforma do sistema de saúde.
Obama prometeu que este ano buscará um diálogo maior com a oposição, uma tática que nas últimas semanas de 2010 o permitiu levar adiante medidas como o novo tratado Start de desarmamento nuclear com a Rússia.
Entre as áreas nas quais a Casa Branca prevê uma possível colaboração está a educação, que tem pendente a renovação da lei “No Child Left Behind” (Nenhuma criança deixada para trás, em tradução livre) aprovada durante o mandato de George W. Bush.
Mas a agenda legislativa do presidente pode se chocar com a dos republicanos em áreas como a reforma imigratória, que Obama prometeu continuar tentando aprovar este ano, em particular o projeto de lei conhecido como Dream Act, que abriria uma via para a legalização dos jovens imigrantes ilegais que estejam na universidade ou que se alistem nas Forças Armadas.
A área que deve ser palco de batalhas mais duras, no entanto, é a das medidas contra o déficit fiscal. Embora Obama assegure que quer cortar este déficit, que gira em torno de US$ 1,5 trilhão, também argumenta que fazer uso de medidas radicais neste momento colocaria em perigo a incipiente recuperação econômica.
Enquanto Obama e os republicanos buscam uma fórmula para coabitar ou declarar guerra, o presidente cumpre seus muitos outros compromissos nas próximas semanas.
Na semana que vem receberá na Casa Branca o presidente francês, Nicolas Sarkozy, e dentro de 15 dias será o anfitrião da visita de Estado do presidente da China, Hu Jintao, com quem tratará das exportações e dos direitos humanos, passando pela situação na Coreia do Norte e a cotação do iuane.
Além disso, o presidente também prepara uma remodelação de seu Governo que começará nesta semana ou no início da próxima, quando se espera que nomeie o novo presidente do Conselho de Assessores Econômicos, entre outros cargos.