O presidente dos EUA, Barack Obama, promulgou nesta sexta-feira em uma solene cerimônia na Casa Branca a lei de cortes de impostos acordada com os líderes republicanos e que gerou críticas entre suas próprias bases democratas.
Em um ato realizado no auditório do edifício Eisenhower do complexo presidencial, Obama assegurou que a assinatura da lei “é uma boa notícia para o povo americano nesta época do ano” e representa “uma vitória substancial para as famílias de classe média”.
O presidente assinou a lei depois que o Congresso aprovou na noite passada a medida, avaliada em US$ 858 bilhões e que prorroga durante dois anos os cortes de impostos para milhões de americanos aprovados durante o mandato de George W Bush (2001-2009).
Além da lei, que a Casa Branca considera imprescindível para estimular o crescimento econômico, estende durante 13 meses os subsídios ao desemprego.
A Câmara dos Representantes deu na noite de quinta-feira seu sinal verde à lei, com 277 votos a favor e 148 contra.
A maior parte dos votos contra foi de democratas, que reprovaram o fato de o presidente ter aprovado um plano que inclui cortes de impostos aos mais ricos, apesar do que Obama havia prometido até agora.
De modo significativo, a presidente da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, não participou da cerimônia.
Em referência a essas desavenças, o governante americano reconheceu que “há elementos nesta lei que os membros de seu partido não gostam” e “há coisas com as quais os republicanos não estão muito contentes. Mas assim são os compromissos”.